O NES, o nosso querido Nintendinho, é onde a indústria moderna de videogame praticamente nasceu. Foi nele que Mario, Zelda, Metroid e Mega Man deram seus primeiros passos, e muitos desses jogos de 8 bits continuam absurdamente divertidos quatro décadas depois. A melhor parte pra quem tem um handheld retrô: NES é tão leve que roda perfeito em qualquer aparelho, do mais caro ao mais baratinho de todos. Não tem desculpa pra não ter essa coleção no cartão. Aqui vão os 15 jogos que eu colocaria primeiro.
NES roda em qualquer handheld (até no mais barato)
A razão é puramente técnica e te favorece: o NES é um sistema de 8 bits de 1983, ridiculamente leve pros padrões de hoje. O emulador dele é maduríssimo, refinado ao longo de décadas, e nem precisa de BIOS na imensa maioria dos casos. Isso significa que todo handheld de emulação, do SF2000 baratinho ao Retroid topo de linha, roda o catálogo inteiro de NES a plena velocidade, com som perfeito e zero travadas.
Na prática, é o sistema mais fácil de emular que existe. Você copia a ROM pra pasta de NES, atualiza a lista e joga. Por isso o NES é, junto com o SNES, o melhor lugar pra começar quem está chegando agora na emulação portátil. Se um aparelho roda NES com som limpo, você sabe que a base está funcionando.
Nota
Use sempre ROMs de jogos que você possui, feitas a partir dos seus próprios cartuchos, além de homebrew e jogos de domínio público. O cenário de homebrew de NES é vivíssimo, com jogos novos sendo lançados até hoje. O RetroPortátil não distribui nem indica sites de pirataria.
Plataforma e ação: os pilares do Nintendinho
Aqui mora a alma do NES. Esses são os jogos que definiram gêneros inteiros.
Super Mario Bros. 3. Pra muita gente, o melhor jogo de plataforma de 8 bits, ponto. Mapa de mundo, fantasias do Mario (o Tanooki!), variedade de fases absurda e um nível de polimento que parecia impossível pro hardware. É a obra-prima da Nintendo no NES e o ponto de partida obrigatório.
Mega Man 2. O auge da série clássica do robozinho azul. Trilha sonora lendária (aquele tema da fase do Wily gruda na cabeça pra sempre), chefes carismáticos e aquele design de "derrote um chefe, ganhe a arma dele". Desafiador na medida certa. Se você só jogar um Mega Man na vida, que seja este.
Castlevania III: Dracula's Curse. O melhor Castlevania do NES, com fases ramificadas, personagens jogáveis diferentes (cada um com habilidades próprias) e uma dificuldade implacável que é marca da série. É difícil, mas justíssimo. Use save state pra não jogar o controle na parede.
Contra. O run-and-gun definitivo, sinônimo de jogo cooperativo de sofá. Dois jogadores, tiros pra todo lado e uma dificuldade brutal que fez o famoso código Konami (cima cima baixo baixo...) virar lenda. Brilha demais quando você liga o handheld na TV e chama alguém.
Ninja Gaiden. Ação ninja rápida, com cutscenes cinematográficas que eram revolucionárias na época. É também um dos jogos mais difíceis do console, famoso por aqueles pássaros que te jogam no precipício. Pura adrenalina pra quem topa o desafio.
Metroid. O jogo que batizou metade do gênero "metroidvania". Exploração de um mundo interconectado, a icônica Samus Aran e aquela atmosfera de solidão alienígena. O original é cru e fácil de se perder (anote o mapa!), mas é história viva dos videogames.
Aventura e RPG: os clássicos que definiram gêneros
O NES também foi berço da aventura e do RPG no console.
The Legend of Zelda. O começo de tudo. Mundo aberto pra explorar, masmorras pra desbravar, segredos escondidos por toda parte e aquela sensação de aventura genuína que poucos jogos da época entregavam. A icônica tela inicial dourada é puro mito. Joga até hoje com prazer.
Kirby's Adventure. Um dos jogos mais bonitos e tecnicamente impressionantes do NES, lançado já no fim da vida do console. Foi aqui que o Kirby ganhou a habilidade de copiar poderes dos inimigos, mecânica que virou a marca da série. Charmoso, colorido e acessível pra todas as idades.
DuckTales. A adaptação do desenho do Tio Patinhas que virou clássico cult. A mecânica de pular usando a bengala como mola é genial e divertidíssima, e a trilha da fase da Lua é uma das mais amadas dos 8 bits. Curto, gostoso e rejogável.
Final Fantasy. O RPG que salvou a Square e começou uma das maiores franquias da história. É um RPG de turno clássico, cru pros padrões de hoje, mas historicamente essencial e ainda divertido. Perfeito pra sessões longas na tela do handheld, com save state pra parar quando quiser.
Dica
Os jogos de NES ocupam pouquíssimo espaço (são de 8 bits, com cartuchos minúsculos). Cabe o catálogo inteiro num cantinho do cartão, com sobra gigantesca pra tudo mais. É a coleção mais leve que você pode montar.
Desafio puro: os jogos que testam sua paciência
Pra quem curte sofrer (no bom sentido), o NES tem um naipe especial de jogos difíceis.
Punch-Out!! (Mike Tyson's Punch-Out!!). Um jogo de boxe baseado em padrões: cada oponente tem um esquema de ataques que você precisa decorar e contra-atacar no tempo certo. Viciante, genial e daqueles que você joga "só mais uma luta" até de madrugada. Glass Joe é fácil; King Hippo já complica.
Battletoads. Lendário pela dificuldade absurda, especialmente a fase da moto (a "Turbo Tunnel"), que já fez muita gente desistir do hobby. É um beat 'em up criativo, com fases variadas e visual marcante. Vença com save state e a honra fica intacta. Quase ninguém zerou no cartucho original.
Ghosts 'n Goblins. O cavaleiro Arthur, a armadura que voa pro alto quando você toma um hit, e uma dificuldade tão cruel que zerar o jogo exige fazê-lo duas vezes seguidas. Um clássico do "morre e tenta de novo" que define o que era jogo difícil nos anos 80.
Tetris. O quebra-cabeça perfeito. Simples, infinito, viciante e atemporal. A versão de NES é uma das mais jogadas da história e prova que um bom jogo não precisa de gráficos: precisa de uma ideia genial. Imbatível pra partidas rápidas no transporte.
Por que o NES é o melhor lugar pra começar
Se você acabou de comprar um handheld e não sabe por onde começar, NES é a resposta mais segura. Os jogos são curtos o bastante pra caber numa sessão de transporte, difíceis o bastante pra prender, e leves o bastante pra rodar liso em qualquer aparelho. É a porta de entrada perfeita pra emulação portátil.
E como o catálogo ocupa quase nada de espaço, dá pra ter tudo: os campeões de venda, os cult esquecidos e até os homebrews novos que a comunidade lança até hoje. Some os clássicos de SNES (veja os melhores jogos de SNES) e os do Mega Drive (os melhores jogos de Mega Drive) e você tem uma coleção de 8 e 16 bits que rende anos de diversão num cartão modesto.
Qual handheld é ideal pra jogar NES
Como NES roda em tudo, o foco não é potência, e sim conforto e tamanho. Dois aparelhos se destacam.
O R36S é a escolha de custo-benefício: barato, robusto, roda NES (e tudo até PS1) com folga e tem uma comunidade enorme. É difícil gastar tão pouco e levar tanta diversão. Pra quem está começando, é a porta de entrada clássica. Quer saber se compensa? Leia o nosso R36S vale a pena.
O Miyoo Mini Plus é o rei dos portáteis de bolso pra 8 e 16 bits. A tela tem proporção perfeita pros jogos clássicos, ele cabe no bolso e roda o Onion OS, um custom firmware lindo com capas e save states. Pra carregar o catálogo de NES pra todo lugar, é imbatível.
R36S
R$ 180–300Custo-benefício extremo — o portátil retrô mais barato que vale a pena para começar
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No fim, qualquer aparelho de emulação roda NES sem suar. Escolha pela ergonomia e pelo tamanho que você prefere carregar, copie esses 15 clássicos pro cartão e pronto: você tem na palma da mão alguns dos jogos mais importantes já feitos. Depois de dominar os 8 bits, o salto natural é pros 16 bits do SNES e do Mega Drive, e de lá pro PlayStation. Mas tudo começa aqui, no Nintendinho.
Perguntas frequentes
NES roda em qualquer handheld retrô?
Roda em absolutamente todos. NES é um sistema de 8 bits ultra leve, o emulador é maduríssimo e nem precisa de BIOS na maioria dos casos. Do SF2000 mais baratinho ao Retroid topo de linha, todos rodam o catálogo inteiro de NES a plena velocidade, com som perfeito. É o sistema mais fácil de emular que existe.
Qual o melhor jogo de NES pra começar?
Super Mario Bros. 3 é o ponto de partida perfeito: é a obra-prima de plataforma do console, acessível e divertidíssimo. Mega Man 2 e The Legend of Zelda vêm logo atrás. Se você quer algo mais leve, Kirby's Adventure e DuckTales são ótimos e amigáveis. Pra desafio, Punch-Out e Contra.
Os jogos de NES são muito difíceis?
Vários são, sim, herança de uma época em que os jogos precisavam durar muito tempo. Ninja Gaiden, Battletoads, Ghosts 'n Goblins e Castlevania III são famosos pela dificuldade. A boa notícia é que o save state do handheld te deixa salvar em qualquer ponto, o que torna até os mais cruéis totalmente jogáveis hoje em dia.
Quanto espaço ocupam os jogos de NES?
Pouquíssimo. Os jogos de NES são de 8 bits, com cartuchos minúsculos, então cada ROM tem poucos kilobytes. O catálogo inteiro do console cabe num cantinho do cartão, com sobra gigantesca pra todos os outros sistemas. É a coleção mais leve que dá pra montar num handheld.

