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Curiosidades

Os Melhores Jogos de PC Engine (TurboGrafx-16)

23 de junho de 20269 min de leitura
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O PC Engine é o console que mais gente deveria conhecer e quase ninguém conhece. Lançado pela NEC junto com a Hudson, ele foi gigante no Japão, chegou a brigar de igual pra igual com o Super Famicom por lá, e no ocidente saiu rebatizado como TurboGrafx-16 quase sem fazer barulho. O resultado é um catálogo cheio de obras-primas que passaram despercebidas pra maior parte dos gamers brasileiros, escondidas atrás de um console que poucos tiveram a chance de jogar.

E aqui vai a melhor parte pra quem curte emulação portátil: o PC Engine é leve. Ele roda em absolutamente qualquer handheld retrô, até nos mais baratos como o R36S, sem engasgo. Então você tem em mãos a chance de descobrir uma biblioteca inteira de clássicos quase desconhecidos, sem precisar gastar com um aparelho parrudo. É um dos sistemas mais recompensadores de explorar justamente porque o catálogo é cheio de surpresas. Vamos aos melhores.

Nota

A forma legal de jogar esses clássicos é fazendo o dump dos seus próprios cartuchos e discos ou usando homebrews e jogos de domínio público. Use sempre ROMs e imagens de jogos que você possui, como cópia de segurança das suas mídias. O RetroPortátil não distribui nem indica sites de ROMs piratas.

As obras-primas que justificam o console

Se você vai conhecer o PC Engine por algum jogo, que seja por um desses. São os títulos que fãs apontam quando alguém pergunta por que o console é tão amado.

Castlevania: Rondo of Blood (Dracula X). Um dos melhores Castlevania já feitos e, por anos, exclusivo do PC Engine CD no Japão, o que o tornou lendário. Tem ramificações de fases, duas personagens jogáveis, animações lindas de anime e uma trilha sonora memorável. É o jogo que deu origem diretamente a Symphony of the Night. Imperdível e historicamente essencial pra qualquer fã da série.

Ys Book I & II. Um marco dos RPGs de ação. Junta os dois primeiros Ys num único jogo de PC Engine CD, com cutscenes dubladas e uma trilha sonora orquestrada que era de cair o queixo em 1989. O combate de "empurrão" é simples mas viciante, e a aventura é envolvente do início ao fim. Mudou o que se esperava de um RPG em mídia de CD. Clássico absoluto.

Lords of Thunder. Talvez o shoot'em up mais espetacular do console. Você pilota um guerreiro alado por cenários de fantasia ao som de uma trilha de heavy metal que toca direto do CD. É lindo, intenso e tem aquele clima épico que poucos jogos da época conseguiam. Um dos melhores motivos pra emular o PC Engine CD. Puro espetáculo audiovisual.

Splatterhouse. A versão caseira do clássico arcade de terror, onde você veste uma máscara amaldiçoada e sai espancando monstros num beat'em up sangrento e atmosférico. Era pesado demais pra época e tinha aquele charme de filme de horror trash. No PC Engine ficou ótimo. Pancadaria com clima de terror que ainda diverte hoje.

Os shoot'em ups que definiram o console

O PC Engine era a casa dos jogos de tiro. A Hudson e outras produtoras mandaram pra ele alguns dos melhores shmups da história, e esse gênero é uma das maiores razões pra explorar o catálogo.

R-Type. A conversão do clássico de fliperama ficou excelente no PC Engine, dividida originalmente em dois cartuchos no Japão por ser ambiciosa demais. É um dos shoot'em ups mais influentes de todos os tempos, com aquele módulo de força acoplável que virou marca registrada do gênero. Difícil, lindo e essencial. Marco absoluto dos jogos de tiro.

Soldier Blade. Da série Star Soldier da Hudson, é um shoot'em up vertical rápido, polido e viciante, feito pra quem ama caçar pontuação alta. Tem até modos especiais de tempo limitado pra competir por recordes. É um dos melhores do gênero no console e perfeito pra sessões rápidas de handheld. Fluido e cheio de adrenalina.

Devil's Crush. Um dos melhores jogos de pinball já feitos, com uma temática demoníaca e uma mesa enorme cheia de segredos, fases de bônus e chefões. Diferente da maioria dos pinballs, ele tem progressão e objetivos, o que segura você por horas. Viciante de um jeito que poucos jogos do gênero conseguem. Cult absoluto entre os fãs.

Plataforma, aventura e os clássicos da Hudson

Além dos shmups, o PC Engine tinha plataformas carismáticas e mascotes próprios. Foi aqui que a Hudson tentou criar seus rivais pro Mario e pro Sonic.

Bonk's Adventure (PC Genjin). O mascote do PC Engine, um homem das cavernas careca que usa a cabeça dura pra atacar inimigos. É um platformer divertido, cheio de personalidade e humor, com aquele charme cabeçudo que virou a cara do console. Teve várias sequências, todas valem a pena. Se o PC Engine tinha um Mario, era o Bonk. Diversão garantida.

Dungeon Explorer. Um dos primeiros action-RPGs com cooperativo de verdade, suportando até cinco jogadores simultâneos com o multitap. É no estilo Gauntlet, com você varrendo masmorras cheias de inimigos e coletando itens. Sozinho já é gostoso, mas em grupo vira uma bagunça divertidíssima. Pioneiro no gênero de aventura cooperativa.

Neutopia. Frequentemente chamado de "o Zelda do PC Engine", é uma aventura de ação com masmorras, exploração e itens muito no espírito de A Lenda de Zelda. Não é uma cópia barata: tem identidade própria e level design sólido. Pra quem ama o estilo de aventura top-down, é um prato cheio que poucos conheceram. Excelente e subestimado.

Dica

Muitos dos melhores jogos do PC Engine saíram em mídia de CD, não em cartucho. Pra emular esses, você precisa adicionar o arquivo de BIOS do PC Engine CD (a "syscard") ao emulador. Sem ela, os jogos de CD não inicializam. Os jogos de cartucho rodam direto, sem BIOS.

Military Madness (Nectaris). Um jogo de estratégia por turnos numa base lunar, onde você comanda unidades num tabuleiro hexagonal tentando dominar o mapa. É simples de entender, profundo de dominar e perfeito pra sessões pensativas. Um dos melhores jogos de estratégia da era 16-bit e uma joia escondida do console. Viciante pra quem gosta do gênero tático.

Bomberman '93 e Bomberman '94. O PC Engine foi a casa de alguns dos melhores Bomberman, com o '94 introduzindo os kangaroos montáveis. O multiplayer é a estrela, com batalhas caóticas de explodir os amigos. A campanha solo também é boa, mas é a bagunça competitiva que faz desses jogos clássicos. Diversão em grupo garantida.

Por que o PC Engine é tão fácil de emular

Diferente do Sega Saturn ou do PS2, que exigem aparelhos parrudos, o PC Engine é um sistema de 8 e 16-bit relativamente simples. Os emuladores dele são leves e maduros, então rodam liso em qualquer handheld, incluindo os mais baratos do mercado. Um R36S de duzentos reais emula o catálogo inteiro de cartuchos sem nenhum esforço, com velocidade cheia e estabilidade.

A única pegadinha são os jogos de CD, que eram a maior força do console. Eles precisam do arquivo de BIOS do PC Engine CD, a chamada syscard, adicionado ao emulador. Com ela no lugar certo, até os jogos de CD rodam perfeitamente em aparelhos modestos, já que o que pesa neles é o áudio de qualidade, não o processamento gráfico. Então mesmo um handheld de entrada te dá acesso ao catálogo completo, cartucho e CD.

Qual handheld é ideal pra PC Engine

Como o sistema roda em tudo, a escolha vira preferência de formato e de quanto você quer fazer além do PC Engine. Pra quem quer custo-benefício máximo e foca em sistemas retrô clássicos, o R36S dá conta do PC Engine inteiro por um preço baixíssimo, e ainda emula SNES, Mega Drive, PS1 e muito mais. É uma porta de entrada barata pra essa biblioteca esquecida.

Se você prefere uma central retrô um pouco mais refinada, com tela melhor e firmwares mais polidos, um Anbernic RG35XX roda o PC Engine com a mesma folga e entrega uma experiência geral mais agradável. A decisão entre os dois é sobre acabamento e orçamento: o R36S é o mais barato possível, o RG35XX é o passo acima em qualidade de construção e software.

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Antes de comprar, pode valer a pena ver nosso comparativo SF2000 vs R36S e o R36S vs Anbernic RG35XX pra entender o que cada aparelho de entrada entrega. E se você gostou de descobrir consoles subestimados da era 16-bit, vale conferir os melhores jogos de Mega Drive, o grande rival da época.

Perguntas frequentes

Qual handheld roda PC Engine bem?

Praticamente qualquer um. O PC Engine é um sistema leve e os emuladores são maduros, então até aparelhos baratos como o R36S rodam o catálogo inteiro de cartuchos sem esforço. Um Anbernic RG35XX faz o mesmo com mais refinamento. Você não precisa de um handheld caro pra aproveitar esse console.

Os jogos de PC Engine CD precisam de BIOS?

Sim. Os jogos em mídia de CD precisam do arquivo de BIOS do PC Engine CD, conhecido como syscard, adicionado ao emulador. Sem ela, os jogos de CD não inicializam. Já os jogos em cartucho rodam direto, sem necessidade de nenhum arquivo extra. Vale a pena configurar a syscard, porque muitos dos melhores jogos do console saíram em CD.

Qual a diferença entre PC Engine e TurboGrafx-16?

São basicamente o mesmo console com nomes diferentes por região. PC Engine é o nome japonês, onde foi um enorme sucesso. TurboGrafx-16 é o nome usado nos Estados Unidos, onde o console vendeu pouco. Na emulação, ambos rodam no mesmo core, e o catálogo japonês de PC Engine é bem maior e melhor.

Vale a pena emular PC Engine mesmo sem ter tido o console?

Vale muito, justamente porque pouquíssima gente teve acesso a ele no Brasil. É uma biblioteca cheia de clássicos que você provavelmente nunca jogou, de shoot'em ups espetaculares a RPGs de ação como Ys. Como roda em qualquer handheld e tem muito jogo de altíssima qualidade, é um dos sistemas mais recompensadores de descobrir.

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Rafael Tanaka

Editor de consoles retrô e emulação

Rafael Tanaka mexe com emulação e coleciona portáteis desde a era do PSP. No RetroPortátil ele testa cada handheld na mão — Anbernic, Miyoo, Powkiddy, Retroid, R36S — e escreve reviews honestos, comparativos lado a lado e tutoriais de firmware e configuração, sempre com foco em ajudar o gamer brasileiro a escolher o aparelho certo para o seu bolso e para os sistemas que quer emular.

Editor do RetroPortátil, site independente sobre consoles retrô portáteis. O site usa links de afiliado da Amazon, o que não influencia as análises ou recomendações.

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