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Curiosidades

Os Melhores Jogos de Arcade e Neo Geo para Emular

23 de junho de 20269 min de leitura
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O fliperama foi onde tudo começou para muita gente: a moeda na mão, a fila esperando, o som alto e aquela arte 2D caprichada que só os arcades tinham. A boa notícia é que reviver essa era num handheld é talvez a coisa mais fácil de todo o hobby de emulação. Arcade e Neo Geo são jogos 2D leves, e rodam liso até nos portáteis mais baratos do mercado, como o R36S e o Powkiddy RGB30.

Separei aqui uma lista comentada por gênero com os clássicos de fliperama que justificam sozinhos montar um cartão dedicado a arcade. Em cada um, explico por que ele vale a pena. E como arcade tem suas pegadinhas técnicas (romsets e BIOS), também deixo claro o que você precisa saber para os jogos abrirem sem dor de cabeça.

Por que arcade roda em qualquer handheld

A grande sacada do arcade é que são jogos 2D, em geral leves para os padrões de hoje. A emulação acontece via MAME e FBNeo (FinalBurn Neo), dois projetos maduros que estão em praticamente todo firmware de handheld. O resultado é que mesmo aparelhos Linux de entrada rodam a esmagadora maioria dos clássicos a plena velocidade, sem travadas.

A tela pequena também ajuda: a arte 2D detalhada do Neo Geo e dos arcades da Capcom fica ótima numa telinha de 3,5 ou 4 polegadas, com aquelas cores vivas brilhando. É a combinação ideal: jogo lendário, hardware barato e imagem agradável.

Nota

Os jogos de Neo Geo precisam da BIOS do sistema, um arquivo chamado `neogeo.zip`, que vai na mesma pasta das ROMs. Sem ela, os jogos de Neo Geo dão erro e não abrem. Já a maioria dos outros arcades (Capcom, Namco) não precisa de BIOS separada. Use sempre ROMs de jogos que você possui. O RetroPortátil não indica sites de ROMs piratas.

Se algum jogo der erro mesmo com a BIOS no lugar, o problema quase sempre é o romset: arcade exige que a versão da ROM bata exatamente com a versão do emulador. Explicamos esse detalhe e como organizar tudo no guia de MAME e FBNeo para emular arcade, leitura quase obrigatória antes de montar a coleção.

Run and gun e ação: a alma do fliperama

Se tem um gênero que grita "fliperama", é o run and gun, e a SNK reinou aqui.

  • Metal Slug (a série inteira, 1 ao X): a referência absoluta de animação 2D nos jogos. Cada quadro é desenhado à mão com um capricho absurdo, o humor é genial e a ação é frenética. Toda a série roda liso no portátil e rende horas. Se você só puder ter uma pasta de arcade, que seja a do Metal Slug.
  • Cadillacs and Dinosaurs: o beat 'em up da Capcom com dinossauros e armas, um clássico cult de fliperama brasileiro. Pancadaria colorida e viciante, perfeita para sessões curtas.
  • Final Fight: o pai dos beat 'em ups da Capcom, com Haggar, Cody e Guy limpando as ruas a socos. Definiu o gênero e continua divertidíssimo.
  • The Simpsons Arcade: quatro jogadores batendo em capangas como a família Simpson. Puro caos nostálgico, ainda melhor no multiplayer.

Esses títulos são a essência do fliperama: fáceis de pegar, difíceis de largar e perfeitos para o formato portátil, já que cada partida cabe num intervalo curto.

Luta: o gênero que dominou os fliperamas

Nenhum gênero define mais a era dos arcades que os jogos de luta, e o Neo Geo foi o templo deles.

  • The King of Fighters (especialmente 98 e 2002): o jogo de luta por equipes mais querido do Neo Geo, com elenco gigante e um sistema de combate profundo. Os anos 98 e 2002 são os favoritos da comunidade. Lembre da BIOS `neogeo.zip` para eles rodarem.
  • Street Fighter II e III: 3rd Strike: o que precisa ser dito? O II popularizou o gênero no mundo todo, e o 3rd Strike é cultuado como um dos jogos de luta mais profundos já feitos. Ambos rodam liso em qualquer handheld.
  • Marvel vs Capcom 2: o caos colorido de times de três contra três, com um elenco absurdo e combos espetaculares. Festa garantida, principalmente jogando com alguém.
  • Garou: Mark of the Wolves: para muitos, o auge técnico e visual da SNK em luta. Animação linda, sistema de defesa engenhoso e uma das melhores trilhas do Neo Geo.
  • Samurai Shodown: luta com espadas, golpes que tiram metade da vida e um clima tenso e estratégico diferente de tudo. Clássico absoluto do Neo Geo.

Jogos de luta brilham ainda mais quando você liga o handheld na TV com um controle e chama alguém. A precisão dos botões importa aqui, então um aparelho com bom direcional faz diferença.

Dica

Para jogos de luta de arcade, vale a pena emparelhar um bom controle. O direcional do handheld dá conta, mas movimentos de manete (quarto de círculo, meia-lua) ficam muito mais confortáveis num controle com cruz direcional de qualidade. Ligar na TV com dois controles transforma King of Fighters e Street Fighter numa noite de fliperama em casa.

Os arcades clássicos: onde o vício nasceu

Antes da luta e do run and gun, os fliperamas eram dominados por jogos simples e geniais de pontuação. Eles são leves como o ar e rodam em literalmente qualquer coisa.

  • Pac-Man: o ícone máximo dos arcades. Simples, perfeito e eterno. Cabe em qualquer cartão e continua viciante 40 anos depois.
  • Galaga: o tiro espacial de naves que definiu o gênero, com aquela mecânica de capturar e dobrar a nave. Recordes para bater até hoje.
  • 1942: o clássico shoot 'em up de aviões da Capcom, difícil na medida certa e perfeito para partidas rápidas.
  • Bubble Bobble: os dois dinossauros soltando bolhas em fases coloridas. Charme puro, ótimo em dupla e impossível de odiar.

Esses jogos são a prova de que diversão não depende de gráficos. São os títulos perfeitos para deixar no portátil e jogar naquele intervalo de cinco minutos, batendo recordes de pontuação.

Shoot 'em ups e plataforma: o nicho que vicia

Os arcades também foram o berço dos shoot 'em ups (os famosos "shmups") e de plataformas de pontuação que pedem reflexo e memória. São jogos curtos, difíceis e perfeitos para a lógica de "só mais uma partida".

  • DoDonPachi e os bullet hells da Cave: para quem ama o gênero, são a referência. Telas cobertas de tiros, esquivas milimétricas e uma curva de aprendizado deliciosa. Brilham especialmente em telas verticais ou quadradas.
  • Strikers 1945: shoot 'em up de aviões lindo e acessível, ótimo porta de entrada para o gênero. Roda liso em qualquer aparelho.
  • Ghosts 'n Goblins / Ghouls 'n Ghosts: as plataformas mais sádicas e famosas dos arcades, com aquele cavaleiro que perde a armadura. Difíceis na medida do desafio nostálgico.
  • Donkey Kong e Donkey Kong Jr.: onde Mario nasceu (como Jumpman). Simples, históricos e viciantes, perfeitos para caçar recordes.

Esse nicho mostra a profundidade do catálogo de fliperama: há um universo inteiro além da luta e do run and gun, e tudo isso roda sem esforço no portátil mais barato. Para quem curte desafio puro de pontuação, os shmups são um vício saudável — e o PC Engine foi a casa de muitos deles, então vale esticar a coleção com os melhores jogos de PC Engine, recheados de ports de arcade e shoot 'em ups.

Beat 'em ups: a pancadaria que define o gênero

Já citamos Final Fight e Cadillacs, mas os beat 'em ups merecem um espaço próprio, porque são talvez o gênero mais divertido de jogar em dupla no handheld ligado na TV.

  • Streets of Rage (versões arcade e os ports): ainda que a série tenha brilhado no Mega Drive, a pancadaria de rua com trilha eletrônica é um marco do gênero. Diversão garantida.
  • The Punisher (Capcom): Frank Castle e Nick Fury limpando a cidade a socos e tiros. Violento, divertido e cheio de personalidade.
  • Alien vs Predator (Capcom): um dos beat 'em ups mais aclamados de todos os tempos, com personagens variados e uma ambientação espetacular.
  • Knights of the Round e The King of Dragons: os beat 'em ups medievais da Capcom, com progressão de personagem e clima de aventura. Ótimos cooperativos.

Beat 'em up é o gênero do fliperama que mais pede companhia. Quando você junta dois controles e liga o handheld na tela grande, esses jogos viram uma noite inteira de diversão à moda antiga.

Qual handheld escolher para arcade e Neo Geo

A melhor parte: você não precisa de quase nada. Como arcade e Neo Geo são leves, os aparelhos de entrada já dão conta com sobra, o que torna essa biblioteca uma das mais baratas de montar.

  • R36S: o rei do custo-benefício. Roda todo o catálogo de arcade e Neo Geo sem suar, custa pouco e tem botões decentes para luta. Se a sua dúvida é se ele aguenta o tranco, leia se o R36S vale a pena.
  • Powkiddy RGB30: com a tela quadrada 1:1, ele é um caso especial para arcade: muitos jogos de fliperama e shoot 'em ups verticais ficam lindos nessa proporção, sem bordas pretas gigantes. Para quem ama arcade, é uma escolha de nicho excelente.

Ambos compartilham a virtude principal: arcade roda em praticamente todos os handhelds modernos, então o seu foco pode ser na ergonomia, na tela e no preço, não em força bruta. Um cartão de tamanho médio já guarda centenas de clássicos de fliperama com folga.

E quando você esgotar os fliperamas, vale subir um degrau na complexidade e visitar o 3D. Nossa lista dos melhores jogos de N64 é uma ótima sequência, com clássicos que pedem um pouco mais de hardware mas recompensam a paciência.

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Perguntas frequentes

Qual handheld roda arcade e Neo Geo?

Praticamente todos os modernos, até os mais baratos. Aparelhos de entrada como o R36S e o Powkiddy RGB30 rodam a esmagadora maioria dos jogos de arcade e Neo Geo a plena velocidade, porque são jogos 2D leves emulados via MAME e FBNeo. Você não precisa de um handheld caro para essa biblioteca.

Neo Geo precisa de BIOS?

Sim. Os jogos de Neo Geo exigem o arquivo de BIOS `neogeo.zip`, que vai na mesma pasta das ROMs. Sem ele, os jogos dão erro e não abrem. Já a maioria dos outros arcades, como os da Capcom e da Namco, não precisa de BIOS separada. É o detalhe que mais confunde quem está começando com Neo Geo.

Por que o romset de arcade não funciona?

Quase sempre é incompatibilidade de versão. Arcade exige que a versão da ROM bata exatamente com a versão do MAME ou FBNeo que o seu firmware usa. Se o jogo der erro mesmo com a BIOS no lugar, o problema é o romset. Explicamos como acertar isso no guia de MAME e FBNeo.

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Rafael Tanaka

Editor de consoles retrô e emulação

Rafael Tanaka mexe com emulação e coleciona portáteis desde a era do PSP. No RetroPortátil ele testa cada handheld na mão — Anbernic, Miyoo, Powkiddy, Retroid, R36S — e escreve reviews honestos, comparativos lado a lado e tutoriais de firmware e configuração, sempre com foco em ajudar o gamer brasileiro a escolher o aparelho certo para o seu bolso e para os sistemas que quer emular.

Editor do RetroPortátil, site independente sobre consoles retrô portáteis. O site usa links de afiliado da Amazon, o que não influencia as análises ou recomendações.

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