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Guias de Compra

Qual Anbernic Comprar em 2026? Todos os Modelos Comparados

23 de junho de 202610 min de leitura
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A Anbernic lança modelo novo numa velocidade que dá tontura. RG35XX, RG35XX H, RG40XX H, RG34XX, RG406V, RG405M, RG Cube, RG505, RG556... fica fácil se perder. Mas por trás dessa sopa de letrinhas existe uma lógica simples, e quando você entende ela, escolher qual Anbernic comprar fica direto. Tudo se resume a duas famílias e a uma pergunta: você quer retrô barato e simples, ou quer emular PSP e PS2?

A resposta curta: se você quer começar gastando pouco e jogar até PlayStation 1, vá de RG35XX (ou suas variações). Se o objetivo é PSP, PS2 e GameCube, suba pra linha Android, com o RG556 sendo o ponto doce. Agora vamos destrinchar cada modelo pra você acertar de primeira.

As duas famílias da Anbernic

Toda a linha cabe em dois grupos. Saber em qual você se encaixa já corta metade da decisão.

Linha Linux — barata, simples, retrô até PS1

São os modelos com nome terminado em "XX" (RG35XX, RG40XX H, RG34XX). Rodam Linux com o chip H700, são feitos sob medida pra emulação leve e têm o suporte dos melhores firmwares da comunidade: GarlicOS e MuOS. Liga e já está na tela de jogos. A bateria dura, a interface é leve e o preço é camarada — entre R$350 e R$550.

O limite é o hardware: esses aparelhos vão tranquilos até PlayStation 1 e seguram 8 e 16 bits de olhos fechados, mas não pense em PSP pesado, PS2 ou GameCube aqui.

Linha Android — versátil, mais cara, PSP e PS2

São os modelos com nome terminado em "V" ou "M" e os AMOLED (RG406V, RG405M, RG Cube, RG505, RG556). Rodam Android de verdade, com chips fortes (T820, T618) e telas que vão de boas a lindas. Em troca de mais configuração inicial e bateria que dura menos, você ganha PSP liso, PS2 e GameCube jogáveis, Switch leve e acesso à Play Store. Preços de R$900 a R$1.700.

A diferença prática entre os dois grupos não é só de poder bruto. Um Anbernic Linux você liga e em segundos está na lista de jogos; um Anbernic Android você precisa configurar emuladores (RetroArch, AetherSX2, Dolphin), organizar pastas e às vezes baixar BIOS. Não é difícil, mas é uma tarde de setup. Em compensação, o Android te dá retroachievements completo, lojas de jogos na nuvem, emuladores que recebem atualização constante e a liberdade de instalar o que quiser. É a clássica troca entre simplicidade e versatilidade.

Nota

Se você ainda está decidindo entre Anbernic e outras marcas, vale conferir o panorama geral no nosso guia melhor console portátil, que compara a Anbernic com Miyoo, Powkiddy, Trimui e Retroid lado a lado.

Por que a Anbernic domina tanto a conversa? Porque ela acerta o equilíbrio entre preço, qualidade de construção e — talvez o mais importante — suporte da comunidade. Os modelos Linux da marca são alvo prioritário dos desenvolvedores de custom firmware, o que significa que você sempre encontra GarlicOS, MuOS e companhia rodando redondinho neles, com guias em português e em vídeo pra cada passo. É essa combinação de hardware honesto e ecossistema vivo que mantém a Anbernic no topo das recomendações, ano após ano.

Linha Linux em detalhe

RG35XX — o clássico vertical

O modelo que popularizou a marca. Tela de 3,5 polegadas no formato 4:3 (perfeito pra Super Nintendo e arcade), formato vertical estilo Game Boy, e roda até PS1 com folga. O ponto a saber: não tem analógico, então jogos que dependem de stick (N64, PS1 3D) ficam capengas. Pra plataforma 2D, RPG e arcade, é uma delícia.

É o que a maioria recomenda pra começar na marca, e tem o nosso review dedicado no review do RG35XX. Custa entre R$350 e R$550.

Anbernic RG35XX

R$ 350–550

O custo-benefício que popularizou o hobby — tela 3.5" e Linux para 8/16-bit e PS1

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RG35XX H — o irmão horizontal

Pega o RG35XX e deita ele. O H é horizontal, ganha dois analógicos e Wi-Fi. Isso muda muita coisa: agora você joga N64 e PS1 3D com conforto, e o Wi-Fi destrava recursos online de firmware e retroachievements. Se você gosta de jogos que pedem stick, o H é a escolha mais inteligente da família Linux, e nosso review do RG35XX H mostra como ele se comporta no dia a dia.

RG40XX H — a mesma ideia, tela maior

É essencialmente o RG35XX H com a tela subindo pra 4 polegadas. Se você curte o formato horizontal mas quer mais área de tela, esse é o caminho. Mesma proposta, mesmo limite (até PS1), só que mais confortável de enxergar.

RG34XX — o ultrawide estilo GBA

O charmoso da turma. Tela ultrawide de 3,4 polegadas com proporção que imita o Game Boy Advance original. É vertical-horizontal (formato landscape de GBA), e os fãs daquela era se apaixonam. Mesmo chip, mesmo limite de PS1. Compra de coração pra quem ama a estética GBA.

Linha Android em detalhe

RG406V — a porta de entrada no Android

Android vertical de 4 polegadas com chip T820. Roda PSP liso e encara PS2 e GameCube nos jogos mais leves. É a forma mais barata de entrar no mundo Android da Anbernic, entre R$900 e R$1.300. Se você quer subir de PS1 sem gastar uma fortuna, comece por aqui.

RG405M — o premium de alumínio

Corpo de alumínio, chip T618, tela quadradinha 4:3. É o modelo pra quem valoriza acabamento metálico e construção sólida, como detalhamos no review do Anbernic RG405M. Desempenho na faixa do T618, ou seja, PSP tranquilo e PS2/GameCube caso a caso.

RG Cube — a tela quadrada 1:1

O excêntrico da família. Tela quadrada de 3,95 polegadas em proporção 1:1, ideal pra sistemas que usavam telas mais quadradas e pra quem quer algo diferente do convencional. Android, então roda a mesma faixa de PSP/PS2 leve.

RG505 e RG556 — os AMOLED

Aqui mora a tela bonita. O RG505 traz AMOLED de 4,95 polegadas com chip T618. E o RG556, o queridinho da linha, sobe pra uma AMOLED de 5,48 polegadas com chip T820 — o conjunto mais equilibrado entre tela, poder e preço da Anbernic em 2026.

O RG556 abre espaço pra PS2, GameCube e até Switch leve, com aquela tela AMOLED que faz os jogos saltarem. Entre R$1.200 e R$1.700, é o que eu recomendo pra quem quer um Android Anbernic que dure anos.

Tabela: todos os modelos lado a lado

ModeloPreço aprox.TelaSistemaEmula até
RG35XXR$350-5503,5 pol 4:3Linux (GarlicOS/MuOS)PS1
RG35XX HR$400-6003,5 pol horizontalLinuxPS1 (com analógicos)
RG40XX HR$450-6504 pol horizontalLinuxPS1
RG34XXR$400-6003,4 pol ultrawideLinuxPS1
RG406VR$900-1.3004 pol verticalAndroid (T820)PSP, PS2 leve
RG405MR$900-1.3004 pol alumínioAndroid (T618)PSP, PS2 leve
RG CubeR$1.000-1.4003,95 pol 1:1AndroidPSP, PS2 leve
RG505R$1.100-1.5004,95 pol AMOLEDAndroid (T618)PSP, PS2 leve
RG556R$1.200-1.7005,48 pol AMOLEDAndroid (T820)PS2/GameCube/Switch leve

Recomendações por uso

  • Começar gastando pouco, retrô 2D e PS1: RG35XX. O clássico, comunidade enorme, firmware maduro.
  • Jogar N64, PS1 3D e jogos com analógico: RG35XX H — os dois sticks fazem toda a diferença.
  • Amar a estética Game Boy Advance: RG34XX, pela tela ultrawide.
  • Entrar no Android sem gastar muito (PSP): RG406V.
  • Querer um Android pra durar, com tela linda e PS2: RG556.
  • Valorizar construção metálica premium: RG405M.

Dica

Qualquer Anbernic Linux fica melhor com firmware da comunidade. GarlicOS é o mais amigável pra iniciante; MuOS dá mais controle e recursos. Já vem aberto pra trocar — não precisa ter medo.

Linux ou Android: como decidir de vez

Se você ainda está em dúvida entre os dois grupos, responda uma única pergunta: qual o jogo mais pesado que você realmente quer rodar?

Se a resposta para em PlayStation 1 — ou seja, você quer Super Nintendo, Mega Drive, Game Boy Advance, arcade e PS1 — pare na linha Linux. Você vai economizar centenas de reais, ter bateria melhor e uma experiência mais simples. Comprar um Android caro pra rodar só isso é desperdício.

Se você quer PSP rodando liso, ou sonha com PS2 e GameCube no bolso, aí não tem jeito: precisa da linha Android, e a conta sobe pra faixa dos R$900 pra cima. Não adianta tentar forçar PS2 num modelo Linux — o hardware simplesmente não dá conta, por melhor que seja o firmware.

Um meio-termo que funciona pra muita gente: começar com um RG35XX barato pra entrar no hobby e, se descobrir que quer mais, subir depois pra um RG556 ou RG406V. O investimento inicial é pequeno e você aprende o que realmente importa pra você antes de gastar mais.

Acessórios que valem a pena

Independente do modelo, dois itens fazem diferença real. Primeiro, um bom cartão microSD — é onde ficam todos os jogos, e um cartão lento ou ruim trava o carregamento e corrompe save. Os Anbernic raramente vêm com cartão decente. Segundo, uma case de proteção, principalmente se você vai carregar o aparelho pra todo lado: tela riscada é frustração garantida. São itens baratos perto do console que evitam dor de cabeça lá na frente.

Perguntas frequentes

Qual o melhor Anbernic para começar?

O RG35XX é a escolha mais segura pra iniciar: barato (R$350-550), roda tudo até PS1, tem a maior comunidade da marca e suporte aos melhores firmwares (GarlicOS e MuOS). Se você joga muito com analógico, prefira o RG35XX H, que ganha dois sticks e Wi-Fi.

Qual Anbernic roda PS2 e GameCube?

Só os modelos Android com chip forte. O RG556 (chip T820) é o ponto doce pra PS2, GameCube e até Switch leve. O RG406V também encara esses sistemas nos jogos mais leves. Os modelos Linux (RG35XX e variantes) vão só até PS1.

Qual a diferença entre RG35XX e RG35XX H?

O RG35XX é vertical, formato Game Boy, sem analógicos — ótimo pra plataforma e RPG 2D. O RG35XX H é horizontal, com dois analógicos e Wi-Fi — bem melhor pra N64, PS1 3D e jogos que dependem de stick. Mesmo limite de emulação (PS1), formatos e usos diferentes.

Vale a pena pagar mais num modelo AMOLED?

Vale se você liga pra tela. As AMOLED do RG505 e RG556 entregam pretos profundos, cores vivas e contraste que dá um banho nas telas LCD comuns. Em jogos retrô e PS2, a diferença visual é nítida. Se tela linda é prioridade e você vai usar bastante, o upgrade compensa.

Onde comprar no Brasil

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Rafael Tanaka

Editor de consoles retrô e emulação

Rafael Tanaka mexe com emulação e coleciona portáteis desde a era do PSP. No RetroPortátil ele testa cada handheld na mão — Anbernic, Miyoo, Powkiddy, Retroid, R36S — e escreve reviews honestos, comparativos lado a lado e tutoriais de firmware e configuração, sempre com foco em ajudar o gamer brasileiro a escolher o aparelho certo para o seu bolso e para os sistemas que quer emular.

Editor do RetroPortátil, site independente sobre consoles retrô portáteis. O site usa links de afiliado da Amazon, o que não influencia as análises ou recomendações.

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