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Consoles

Trimui Smart Pro: Review da Tela Grande Mais Barata

23 de junho de 20268 min de leitura
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O Trimui Smart Pro entrou na conversa de "qual handheld barato comprar" e simplesmente não saiu mais. Ele junta três coisas que raramente aparecem juntas nessa faixa de preço: uma tela grande e larga, um áudio que envergonha aparelhos bem mais caros e um valor que cabe no impulso. Se você quer entender se esse é o seu primeiro portátil de emulação (ou o presente certo pra alguém), este review vai direto ao ponto.

Por que o Trimui Smart Pro virou febre

A combinação que fez esse aparelho explodir é fácil de explicar. A tela de 4,96 polegadas no formato 16:9 é generosa e ótima pra quem cansou de espremer o olho em telinhas de 3,5 polegadas. O som estéreo é o verdadeiro diferencial: os alto-falantes têm separação real de canais e um volume gostoso, algo muito acima da média da categoria. E o preço, girando entre R$400 e R$650 dependendo da promoção e do vendedor, deixa tudo isso acessível.

Some a isso um corpo confortável, gatilhos L/R que funcionam bem e dois analógicos, e você tem um pacote que entrega sensação de produto caro por dinheiro de produto barato. É esse desencontro de expectativas que viralizou nos fóruns e vídeos.

O chip por trás: Allwinner A133P

Por dentro mora o Allwinner A133P, um SoC ARM rodando Linux. Ele não é nenhum monstro de potência, e entender isso é a chave pra você não se frustrar. O A133P é competente pra emulação clássica, mas tem teto bem definido. É o mesmo motor que equipa o irmão menor da família, o Trimui Brick, então o desempenho dos dois é praticamente idêntico.

Linux aqui significa um sistema enxuto, que liga rápido e foi feito pra rodar emulador, não pra navegar na internet ou abrir apps. É uma vantagem em simplicidade e uma limitação em flexibilidade, dependendo do que você procura.

O que o Trimui Smart Pro realmente roda

Essa é a parte onde a maioria das dúvidas mora, então vou ser bem claro com você.

Roda com folga

  • 8 e 16 bits (NES, SNES, Mega Drive, Master System): perfeito, sem esforço nenhum.
  • Game Boy, GBC e GBA: impecável, a tela larga dá um respiro pra esses jogos.
  • PlayStation 1: roda com folga. Pra muita gente, esse é o destino final do aparelho — uma biblioteca enorme de PS1 rodando lisinho no bolso.
  • Arcade clássico (CPS1/CPS2, Neo Geo, MAME mais leve): vai bem.

Roda, mas com ressalvas

  • Nintendo 64, Dreamcast e PSP: rodam só os títulos leves, e ainda assim com ajustes. Não conte com a biblioteca inteira desses sistemas funcionando bem. Jogos mais exigentes vão engasgar.

NÃO roda

  • PlayStation 2: esquece. O A133P não tem fôlego pra PS2, ponto final. Se emular PS2 é seu objetivo, esse não é o aparelho — você vai precisar de algo Android bem mais parrudo, como mostro no nosso guia do melhor portátil pra emular PS2.

Dica

Ajuste a expectativa desde já: o Trimui Smart Pro é um campeão de retrô clássico até PS1. Trate N64, Dreamcast e PSP como bônus para jogos selecionados, não como features principais. Quem compra com essa cabeça ama o aparelho; quem espera milagre de PS2 se decepciona.

Firmwares da comunidade: CrossMix e MinUI

O sistema que vem de fábrica funciona, mas a alma do Trimui está nos firmwares da comunidade. Os dois nomes que você vai ouvir sempre são o CrossMix e o MinUI.

O CrossMix é o pacote completo: interface bonita, boxart dos jogos, temas, retroachievements, scraper e tudo organizado. É o queridinho de quem quer o aparelho recheado e visualmente caprichado.

O MinUI vai na direção oposta: minimalismo radical. Liga, mostra a lista de jogos, você joga. Sem firula, sem menu confuso, foco total em pegar e jogar. Ótimo pra quem detesta perder tempo configurando.

Instalar qualquer um dos dois é questão de gravar no cartão SD e ligar. Se você nunca mexeu com isso, vale ler nosso panorama sobre custom firmwares de handheld antes de começar — desmistifica o processo todo.

Um ponto prático que vale destacar: o cartão SD é parte essencial da experiência. É nele que vive o firmware, os jogos e os saves. Um cartão lento ou de procedência duvidosa transforma um bom aparelho num pesadelo de travamentos e corrupção de dados. Vale investir num cartão decente e de marca confiável desde o começo — é o acessório que mais impacta a estabilidade no dia a dia, e gente que economiza demais aqui acaba pagando caro em dor de cabeça.

Bateria, conforto e uso no dia a dia

A autonomia do Trimui Smart Pro é razoável pra categoria: dá pra uma boa sessão de retrô clássico antes de precisar recarregar, e o carregamento por USB-C facilita a vida — o mesmo cabo do celular resolve. Quem joga sistemas mais pesados (aqueles N64 e PSP leves) vê a bateria cair mais rápido, o que faz sentido, já que o chip trabalha mais.

No conforto, o corpo é gostoso de segurar por horas. Os botões têm um clique satisfatório, o D-pad é preciso (importante demais pra jogos de plataforma e luta) e os gatilhos respondem bem. Os analógicos cumprem o papel pros poucos jogos que pedem, embora a estrela do aparelho seja mesmo o retrô de botão. Pra sessões longas no sofá ou numa viagem, ele se comporta bem — não cansa as mãos.

A tela widescreen, vale repetir, é um prazer pra navegar a interface e pra jogos que aproveitam o formato. Em jogos 4:3 clássicos, você joga com bordas pretas nas laterais ou com leve esticamento, conforme sua preferência de configuração — algo comum a qualquer tela 16:9 rodando conteúdo quadrado, e que não tira o brilho da experiência.

Trimui Smart Pro vs Trimui Brick: qual é o seu

A Trimui lançou os dois com a mesma base de hardware (o A133P), mudando essencialmente o formato e a tela. A escolha entre eles é sobre o que você valoriza.

O Smart Pro tem a tela grande de 4,96 polegadas widescreen, áudio estéreo superior e analógicos. É a melhor experiência de imagem e som da dupla, ideal pra sofá, viagem e quem quer ver bem o que está jogando.

O Trimui Brick é o mini de bolso: tela de 3,2 polegadas no formato 4:3, nítida e charmosa, num corpo que some no bolso da calça. Ele faz tudo que o Smart Pro faz em termos de emulação, mas troca a imersão da tela grande pela portabilidade extrema. Custa entre R$350 e R$550.

Resumindo: quer tela grande e som? Smart Pro. Quer o menor portátil possível pra carregar pra todo lado? Brick. Os dois rodam a mesma coisa.

Prós e contras

Prós:

  • Áudio estéreo excepcional pra faixa de preço
  • Tela 4,96 polegadas 16:9 grande e agradável
  • Roda PS1 com folga e todo o retrô clássico liso
  • Firmwares da comunidade ótimos (CrossMix, MinUI)
  • Preço de impulso

Contras:

  • NÃO roda PS2
  • N64, Dreamcast e PSP só em jogos leves
  • Sistema de fábrica modesto (firmware da comunidade quase obrigatório pra brilhar)
  • Plásticos do corpo são honestos, não premium

Veredito: vale a pena?

Vale, e muito, se você comprar pela razão certa. O Trimui Smart Pro é provavelmente a melhor tela grande com bom áudio que você encontra nessa faixa de preço hoje. Pra quem quer um aparelho pra reviver Super Nintendo, Mega Drive, GBA e uma biblioteca gigante de PS1 com som de verdade e imagem confortável, é difícil bater o custo-benefício.

Ele não é um caça-tudo. Não enfrenta PS2, e tropeça nos pesados de N64/Dreamcast/PSP. Mas dentro do escopo dele — retrô clássico até PS1 — entrega uma experiência que custaria bem mais em outras marcas.

Trimui Smart Pro

R$ 400–650

Tela grande de 4.96" 16:9 e som excelente por um preço baixo — o melhor custo-tela do retrô

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Se você ainda está em dúvida contra outro tela-grande popular, leia o nosso comparativo Trimui Smart Pro vs Powkiddy X55, que coloca os dois frente a frente. E se quiser ver onde ele se encaixa no cenário geral, o guia do melhor console retrô portátil ajuda a posicionar.

Pra fechar, uma dica de quem já passou por vários aparelhos: o Trimui Smart Pro é um daqueles handhelds que entregam mais do que o preço sugere, desde que você compre sabendo o que está levando. Garanta um bom cartão de memória junto, instale o CrossMix ou o MinUI logo no começo, e você terá nas mãos uma máquina de retrô clássico que rivaliza com aparelhos bem mais caros em prazer de uso. Pra um primeiro portátil ou pra um presente certeiro, é uma escolha que raramente decepciona.

Perguntas frequentes

O Trimui Smart Pro roda PS2?

Não. O chip Allwinner A133P não tem desempenho pra PlayStation 2, então jogos de PS2 não funcionam de forma jogável. Se PS2 é o seu objetivo, você precisa de um portátil Android com chip muito mais potente, como o Retroid Pocket 5.

E PSP, roda bem?

Roda só os títulos leves do PSP, e mesmo assim com ajustes de configuração. Jogos 3D mais pesados do PSP vão engasgar. Não compre o Smart Pro esperando uma biblioteca completa de PSP funcionando lisa — trate isso como bônus pra jogos selecionados.

Preciso instalar firmware da comunidade pra usar?

Não é obrigatório: o aparelho já liga e joga com o sistema de fábrica. Mas a experiência fica muito melhor com CrossMix (completo e bonito) ou MinUI (minimalista). Instalar é só gravar no cartão SD, e a maioria dos donos faz isso logo de cara.

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Rafael Tanaka

Editor de consoles retrô e emulação

Rafael Tanaka mexe com emulação e coleciona portáteis desde a era do PSP. No RetroPortátil ele testa cada handheld na mão — Anbernic, Miyoo, Powkiddy, Retroid, R36S — e escreve reviews honestos, comparativos lado a lado e tutoriais de firmware e configuração, sempre com foco em ajudar o gamer brasileiro a escolher o aparelho certo para o seu bolso e para os sistemas que quer emular.

Editor do RetroPortátil, site independente sobre consoles retrô portáteis. O site usa links de afiliado da Amazon, o que não influencia as análises ou recomendações.

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