Pular para o conteúdo
Configuração

Emulador de SNES: Como Jogar Super Nintendo

23 de junho de 20269 min de leitura
Compartilhar:

O Super Nintendo é, pra muita gente, o melhor catálogo de jogos 2D já feito. Super Mario World, Chrono Trigger, Super Metroid, Donkey Kong Country, Zelda A Link to the Past: a lista de obras-primas é absurda. E a boa notícia é que emular SNES é uma das tarefas mais fáceis de todo o hobby. Roda em tudo, do celular antigo ao handheld de chaveiro, sem dor de cabeça.

Aqui você vai entender qual emulador de SNES usar, onde ele roda, o detalhe dos chips especiais que alguns jogos usam (e que pode pedir um core mais caprichado) e as dicas pra deixar tudo redondo. É um guia de visão geral, então quando um tema tiver texto dedicado, eu te aponto pra lá.

Qual emulador de SNES usar: Snes9x e bsnes

Pra SNES, dois nomes dominam, e os dois rodam dentro do RetroArch como cores. A escolha depende do seu aparelho.

O Snes9x é o cavalo de batalha. Ele é leve, rápido, compatível com praticamente todo o catálogo e roda liso até nos handhelds mais fracos. Pra 99% das pessoas, em 99% dos jogos, o Snes9x é a resposta certa. É o core que vem ligado por padrão na maioria dos firmwares de handheld Linux, e funciona tão bem que você raramente vai precisar pensar em outra coisa.

O bsnes (e seu primo, o snes9x mais preciso) é o core de precisão máxima. Ele recria o hardware do SNES com fidelidade quase cirúrgica, o que garante que qualquer joguinho excêntrico funcione exatamente como no console original. O custo é que ele pesa mais: pede um aparelho mais forte pra rodar a plena velocidade. Em handhelds de entrada, o bsnes pode engasgar, então ele é mais indicado pra Android potente ou PC.

Se você ainda não conhece o ambiente, o nosso guia de como configurar o RetroArch mostra como trocar de core, ajustar controles e organizar tudo. E pra ver o SNES dentro do panorama maior de apps, o texto sobre os melhores emuladores Android ajuda a se situar.

Nota

Regra prática: use o Snes9x como padrão. Ele resolve praticamente tudo e é leve. Só pense no bsnes se você for purista de precisão e tiver um aparelho com força sobrando. Na maioria absoluta dos casos, o Snes9x é mais que suficiente.

SNES roda em qualquer handheld

Assim como o GBA, o Super Nintendo é leve pros padrões de hoje e tem emulação maduríssima. Resultado: roda em tudo. Aparelhos Linux baratos, celulares modestos e os menores handhelds da categoria tocam o catálogo inteiro a plena velocidade, com som e imagem impecáveis.

É o caso do R36S, um handheld baratíssimo que virou febre justamente por entregar SNES, GBA, Mega Drive e até PS1 sem suar, por um preço de impulso. Se você está na dúvida sobre esse modelo, vale ler a nossa análise sobre se o R36S vale a pena: ele é uma das melhores portas de entrada pra emulação retrô, e o SNES é uma das estrelas do que ele faz bem.

SNES é o modo fácil da emulação portátil, ao lado do GBA. Você não precisa pensar em desempenho na maioria absoluta dos jogos: coloca a ROM na pasta certa e joga. Por isso é um dos primeiros sistemas que recomendo pra quem está montando o primeiro handheld.

O detalhe dos chips especiais

Aqui mora a única pegadinha do SNES, e vale conhecer. Alguns cartuchos da época traziam chips extras dentro do próprio cartucho pra fazer o console ir além do que ele aguentaria sozinho. Os mais famosos são o Super FX (que rodava gráficos 3D primitivos) e o SA-1 (que acelerava o processamento).

Jogos que usam esses chips são os mais exigentes do catálogo de SNES pra emular. Exemplos clássicos:

  • Star Fox e Star Fox 2: usam o Super FX pra criar aquele 3D de polígonos pioneiro.
  • Super Mario RPG: usa o SA-1 e pode pedir um core mais preciso pra rodar perfeito.
  • Yoshi's Island: usa o Super FX 2 pros efeitos de rotação e escala.
  • Mega Man X2 e X3: usam o chip Cx4 em alguns efeitos.

Na prática, o Snes9x moderno já lida bem com a maioria desses chips. Mas se um jogo específico desses der lentidão ou algum glitch no seu aparelho, a solução costuma ser usar um core mais preciso (como o bsnes) num handheld com mais força. Em aparelhos de entrada, eles podem ficar no limite. O resto do catálogo, que é a esmagadora maioria, roda liso em qualquer coisa.

Dica

Se você tem um handheld de entrada e um jogo com chip especial (tipo Star Fox) engasgar, não se assuste: é normal, são os jogos mais pesados do SNES. Tente outro core no RetroArch ou aceite que esses pouquíssimos títulos pedem um aparelho mais forte. Todo o resto da biblioteca vai rodar perfeito.

Como colocar os jogos no handheld

O processo é simples e idêntico ao de outros sistemas leves. As ROMs de SNES são pequenas, então uma coleção inteira ocupa pouquíssimo espaço.

  1. Copie suas ROMs de SNES pra pasta dedicada ao sistema dentro do cartão, pelo computador.
  1. Atualize a lista de jogos no aparelho (ou deixe o app escanear, no Android).
  1. Abra e jogue. Sem BIOS, sem configuração complicada.

O SNES é um dos poucos sistemas que praticamente nunca pede BIOS, então é ainda mais direto que o PS1. Sobre a origem das ROMs, vale a regra de sempre: use cópias de segurança dos cartuchos que você possui. O RetroPortátil não distribui nem indica sites de ROMs piratas.

Dicas pra deixar o SNES redondo

Alguns ajustes simples melhoram muito a experiência:

  • Save state: salve o jogo no estado exato a qualquer momento. Perfeito pro formato portátil e ótimo pra encarar trechos difíceis sem perder progresso. Combine com o save nativo do jogo pra segurança de longo prazo.
  • Fast-forward: acelera o jogo, ótimo pra grind em RPGs como Chrono Trigger e Final Fantasy, e pra pular telas repetitivas.
  • Shaders e proporção: o SNES era 4:3. Em telas largas, mantenha a proporção original pra não esticar a imagem. Quem gosta de nostalgia pode ligar um shader de CRT pra simular a TV de tubo da época.
  • Hotkeys: configure atalhos pra save state, load state e menu, deixando tudo no controle sem precisar parar o jogo.

Esses recursos estão todos no RetroArch, e valem pra SNES e pra qualquer outro sistema que você emular no mesmo aparelho.

Snes9x standalone ou dentro do RetroArch

No Android, você encontra o Snes9x tanto como app separado quanto como core dentro do RetroArch. Os dois rodam o mesmo SNES, com a mesma compatibilidade, então a decisão é de conveniência, não de qualidade.

O Snes9x standalone tem interface enxuta, focada só em Super Nintendo. É a escolha de quem quer simplicidade: abrir, escolher o jogo e jogar. Já o core dentro do RetroArch brilha pra quem emula um monte de sistemas no mesmo aparelho, porque centraliza tudo num programa só, com as mesmas hotkeys, os mesmos save states e o mesmo gerenciamento de shaders. Em handhelds Linux baratos, como o R36S, o RetroArch já vem no firmware com o Snes9x pronto, então esse é o caminho natural. Pra quem tem Android e usa o handheld só pra retrô leve, o standalone também é uma opção limpa e válida.

Um detalhe que vale lembrar: independentemente do caminho escolhido, o SNES era um console de tela 4:3. Mantenha sempre a proporção original ligada (com integer scale, se o seu aparelho permitir) pra que a imagem não fique esticada e os pixels fiquem nítidos. Em telas largas, isso significa pequenas bordas pretas nas laterais, o que é totalmente normal e muito melhor do que ver Mario achatado.

Os jogos obrigatórios

Emulador escolhido, cartão montado, falta o melhor: os jogos. O catálogo de SNES é tão bom que escolher dói. Pra não errar, os clássicos absolutos:

  • Super Mario World e Yoshi's Island: os plataformas que definem o console.
  • Chrono Trigger e Final Fantasy VI: dois dos melhores RPGs já feitos, ponto.
  • Super Metroid e Zelda A Link to the Past: aventuras atemporais que envelheceram lindamente.
  • Donkey Kong Country (trilogia) e Super Mario Kart: diversão garantida, sozinho ou em dupla.

Essa é só a abertura. Montei uma lista comentada bem mais completa, separada por gênero, no texto dos melhores jogos de SNES, com tudo que merece um lugar no seu cartão.

R36S

R$ 180–300

Custo-benefício extremo — o portátil retrô mais barato que vale a pena para começar

Ver na Amazon (abre em nova aba)

Link de afiliado — você apoia o RetroPortátil sem pagar nada a mais.

Perguntas frequentes

Qual o melhor emulador de SNES?

Pra a maioria das pessoas, é o Snes9x: leve, rápido e compatível com quase todo o catálogo, rodando até nos handhelds mais fracos. O bsnes oferece precisão máxima, mas pesa mais e só vale a pena em aparelhos com força sobrando. Ambos rodam dentro do RetroArch.

SNES precisa de BIOS?

Não. O Super Nintendo é um dos pouquíssimos sistemas que praticamente nunca pede BIOS. Você só copia a ROM pra pasta certa e joga, sem nenhum arquivo extra. É um dos sistemas mais fáceis de emular que existe.

Por que Star Fox ou Super Mario RPG engasga no meu handheld?

Esses jogos usam chips especiais dentro do cartucho (Super FX e SA-1), o que os torna os títulos mais pesados do SNES pra emular. Em handhelds de entrada eles podem ficar no limite. A solução é usar um core mais preciso num aparelho mais forte. O resto do catálogo roda liso em qualquer coisa.

SNES roda no R36S e em aparelhos baratos?

Roda perfeito. O SNES é leve e a emulação é madura, então até os handhelds mais baratos, como o R36S, tocam o catálogo inteiro a plena velocidade, com som e imagem impecáveis. É um dos sistemas que esses aparelhos de entrada fazem de melhor.

Onde comprar no Brasil

Link de afiliado: comprando pela Amazon você apoia o RetroPortátil sem pagar nada a mais.

emulador de snessnessuper nintendosnes9xretroarchemulaçãohandheld
Rafael Tanaka

Editor de consoles retrô e emulação

Rafael Tanaka mexe com emulação e coleciona portáteis desde a era do PSP. No RetroPortátil ele testa cada handheld na mão — Anbernic, Miyoo, Powkiddy, Retroid, R36S — e escreve reviews honestos, comparativos lado a lado e tutoriais de firmware e configuração, sempre com foco em ajudar o gamer brasileiro a escolher o aparelho certo para o seu bolso e para os sistemas que quer emular.

Editor do RetroPortátil, site independente sobre consoles retrô portáteis. O site usa links de afiliado da Amazon, o que não influencia as análises ou recomendações.

Ver todos os artigos de Rafael Tanaka

Artigos Relacionados