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Curiosidades

Os Melhores Jogos de Nintendo DS para Emular

23 de junho de 202610 min de leitura
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O Nintendo DS é o portátil mais vendido da história, e não foi por acaso. Aquele clamshell de duas telas vendeu mais de 150 milhões de unidades porque tinha um catálogo absurdo: RPGs lendários, plataformas geniais, ideias malucas que só funcionavam por causa da tela de toque. Hoje, com um bom handheld Android, você revive essa biblioteca inteira no bolso, com as duas telas e tudo. E spoiler: roda lindo.

Reuni aqui os melhores jogos de Nintendo DS pra emular, organizados por gênero, com o porquê de cada um valer a pena. No caminho, explico como funcionam as duas telas (e a tela de toque) num handheld, e indico qual aparelho dá conta do recado com folga. Bora pra lista.

RPGs: o ponto mais forte do DS

Se o DS brilha em alguma coisa, é em RPG. O console virou casa de algumas das maiores aventuras de turno e mundo aberto da era portátil.

  • Pokémon Platinum: o auge da geração 4, com a região de Sinnoh refinada, batalhas balanceadas e a Distortion World pra explorar. Pra muita gente, o melhor Pokémon de DS, e dos melhores de todos os tempos.
  • Pokémon HeartGold e SoulSilver: os remakes de Gold e Silver, com a sua Pokémon te seguindo pelo mapa e dois mundos pra explorar (Johto e Kanto). Conteúdo gigantesco e nostalgia pura. Talvez os remakes mais amados da franquia.
  • Chrono Trigger DS: a versão definitiva de um dos maiores RPGs já feitos, com masmorras extras, cena nova e tradução revisada. Se você nunca jogou Chrono Trigger, a versão de DS é o jeito perfeito de começar.
  • Dragon Quest IX: Sentinels of the Starry Skies: um RPG enorme, feito sob medida pro portátil, com criação de personagem, multiplayer local e centenas de horas de conteúdo. É o Dragon Quest mais ambicioso da era DS.
  • The World Ends With You: estiloso, único e cheio de atitude, ambientado na Shibuya moderna, com um sistema de combate que usava as duas telas ao mesmo tempo. Trilha sonora marcante e visual que não envelheceu. Cult absoluto.
  • Mario & Luigi: Bowser's Inside Story: RPG de humor afiadíssimo em que você controla os irmãos por fora e o Bowser por dentro do próprio corpo. Combate em tempo real, piadas o tempo todo. Pra muitos, o melhor da série.

RPG e portátil combinam por natureza: sessões longas, save pra parar a qualquer hora e a tela só pra você. O DS leva isso a outro patamar porque muitos desses jogos usavam a segunda tela pra mapa, menu ou status, deixando a ação limpa na tela de cima. Se você curte o gênero, vale conferir também a nossa lista dos melhores jogos de GBA, recheada de parentes diretos desses RPGs.

Plataforma e ação: precisão nas duas telas

O DS também mandou bem na ação e na plataforma, muitas vezes usando as duas telas de formas criativas.

  • New Super Mario Bros.: o jogo que ressuscitou o Mario 2D e vendeu rios. Plataforma clássica afiadíssima, com aquele controle preciso de sempre. Porta de entrada perfeita pra quem está montando a coleção.
  • Castlevania: Dawn of Sorrow: o metroidvania que continua a história de Aria of Sorrow, com o sistema de almas, mapa enorme pra explorar e trilha sonora marcante. Um dos melhores do gênero no portátil, ponto final.
  • Castlevania: Order of Ecclesia: ainda mais desafiador, com fases variadas e uma protagonista nova. Pra quem quer dificuldade gostosa e exploração recompensadora, é leitura obrigatória depois de Dawn of Sorrow.
  • Kirby: Canvas Curse: uma das melhores ideias usando só a tela de toque, em que você desenha caminhos pro Kirby rolar. Criativo, charmoso e impossível de existir fora do DS.

Esses jogos rodam liso num bom handheld Android e mostram como o DS sabia equilibrar controle físico e toque. Os metroidvanias de Castlevania, em especial, são perfeitos pro formato portátil, com mapas pra explorar aos poucos e save em qualquer ponto.

Dica

Os jogos de Castlevania de DS usam a tela de baixo principalmente pra mostrar o mapa, então você joga a ação toda na tela de cima e só dá uma olhada embaixo pra se localizar. É o tipo de uso de duas telas que funciona perfeitamente num handheld, sem te obrigar a ficar tocando na tela o tempo todo.

Aventura, estratégia e os experimentos do DS

O DS era a casa das ideias fora da curva. Aqui estão os que mais aproveitaram a personalidade do console.

  • The Legend of Zelda: Phantom Hourglass: um Zelda inteiro controlado pela tela de toque, com a stylus guiando o Link, marcando o mapa e resolvendo puzzles. Estranho no começo, viciante depois. Um Zelda que só faz sentido no DS.
  • The Legend of Zelda: Spirit Tracks: a continuação, com o Link no comando de um trem, mais puzzles de toque e dungeons criativas. Pra quem curtiu Phantom Hourglass, é mais do bom.
  • Advance Wars: Dual Strike: estratégia de guerra acessível e profundíssima, com partidas rápidas e altíssima rejogabilidade. A segunda tela mostra o mapa enquanto você comanda em cima. Um dos melhores táticos portáteis já feitos.
  • Professor Layton and the Curious Village: a série de puzzles e mistério que virou fenômeno, com charme de desenho animado e centenas de quebra-cabeças. Perfeito pra relaxar, e a tela de toque cai como uma luva.

Esses títulos são a prova de que o DS não era só um portátil a mais: ele tinha uma identidade própria, construída em cima das duas telas e do toque. Emular esses jogos é reviver experiências que simplesmente não existem em nenhum outro console.

Como funcionam as duas telas num handheld

Aqui mora a pergunta que todo mundo faz: o DS tem duas telas, e o handheld tem uma só. Como fica?

O emulador resolve isso na boa. Num handheld Android, o DraStic (o emulador de DS mais usado e mais polido) deixa você escolher como as duas telas aparecem na sua tela única. As opções mais comuns são:

  • Telas empilhadas: a de cima e a de baixo, uma sobre a outra, exatamente como no DS original. É o layout mais fiel, e funciona bem em telas mais altas.
  • Telas lado a lado: as duas em horizontal, ótimo pra aproveitar telas largas.
  • Foco em uma tela: você joga com a tela principal grande e a secundária pequena no canto, ou troca qual delas fica em destaque com um toque. Ótimo pra jogos em que a segunda tela é só mapa ou menu.

Na prática, você ajusta o layout por jogo. Num RPG, costuma deixar empilhado ou com foco na ação. Num Zelda de toque, deixa a tela de jogo em destaque. O DraStic salva essas preferências, então você configura uma vez e esquece.

Nota

A tela de toque do DS é simulada na tela do seu handheld Android. Em aparelhos com tela sensível ao toque, você toca direto na parte da tela que representa a tela de baixo do DS. Use sempre ROMs de jogos que você possui; o RetroPortátil não distribui nem indica sites de ROMs piratas.

E o toque? Precisa de tela sensível?

Boa parte do catálogo do DS usa a tela de toque, alguns só pra menus, outros (como os Zelda de DS e o Kirby: Canvas Curse) como controle principal. Por isso, pra aproveitar o DS de verdade, vale ter um handheld com tela sensível ao toque, que é o caso dos bons aparelhos Android da categoria.

Aparelhos como o Retroid Pocket 5 e o Retroid Pocket 4 Pro têm tela de toque, então você joga os títulos baseados em stylus tocando direto na tela, do jeito que foi pensado. Em handhelds sem touch, muitos jogos de DS funcionam usando o analógico ou o direcional pra mover um cursor, mas a experiência é menos confortável nos jogos que dependem muito do toque. Pra DS, touch faz diferença real.

Qual handheld roda Nintendo DS de verdade

Emular DS pede um pouco mais de músculo que os 16 bits clássicos, então fuja dos handhelds mais baratinhos pra esse sistema. O recomendado é um handheld Android decente, e o Retroid Pocket 5, com seu processador Snapdragon 865, é a escolha que eu faria: roda o catálogo inteiro de DS liso, com as duas telas confortáveis e a tela de toque pros jogos de stylus. Ele ainda dá conta de PSP, Dreamcast e até Nintendo GameCube, então é um aparelho que cresce junto com o seu hobby.

O Retroid Pocket 4 Pro, com o Dimensity 1100, também manda muito bem em DS e custa um pouco menos, sendo uma alternativa excelente. Os dois têm touch, que é o que importa pra aproveitar o melhor do sistema. Se você quer entender o processo de configuração do emulador em detalhe, o nosso guia de como emular Nintendo DS com o DraStic cobre o passo a passo completo, de instalação a ajuste das telas.

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Vale a pena montar a coleção de DS?

Sem dúvida. O Nintendo DS tem um dos catálogos mais ricos e originais da história dos portáteis, com RPGs que ocupam centenas de horas, plataformas afiadas e experimentos que não existem em lugar nenhum. Com um bom handheld Android e o DraStic, você carrega essa biblioteca toda no bolso, com as duas telas, o toque e o conforto de salvar a qualquer momento. Pra quem ama portátil, é parada obrigatória.

Perguntas frequentes

Qual handheld roda Nintendo DS bem?

DS pede um handheld Android com um bom processador. O Retroid Pocket 5 (Snapdragon 865) roda o catálogo inteiro liso, com as duas telas e a tela de toque. O Retroid Pocket 4 Pro (Dimensity 1100) também manda bem e custa um pouco menos. Fuja dos handhelds mais baratos pra DS, porque emular as duas telas pede mais músculo que os 16 bits.

Como funcionam as duas telas do DS num handheld?

O emulador DraStic deixa você escolher o layout: telas empilhadas (uma sobre a outra, como no DS original), lado a lado, ou com foco numa delas e a outra pequena no canto. Você ajusta por jogo e o DraStic salva a preferência. Num RPG costuma deixar empilhado; num jogo de toque, com a tela de jogo em destaque.

Precisa de tela de toque pra jogar DS?

Pra aproveitar de verdade, sim. Boa parte do catálogo usa a tela de toque, e jogos como os Zelda de DS e o Kirby: Canvas Curse dependem dela como controle principal. Aparelhos Android como o Retroid Pocket 5 e o 4 Pro têm touch, então você toca direto na tela. Sem touch, muitos jogos viram cursor por analógico, o que é menos confortável.

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Rafael Tanaka

Editor de consoles retrô e emulação

Rafael Tanaka mexe com emulação e coleciona portáteis desde a era do PSP. No RetroPortátil ele testa cada handheld na mão — Anbernic, Miyoo, Powkiddy, Retroid, R36S — e escreve reviews honestos, comparativos lado a lado e tutoriais de firmware e configuração, sempre com foco em ajudar o gamer brasileiro a escolher o aparelho certo para o seu bolso e para os sistemas que quer emular.

Editor do RetroPortátil, site independente sobre consoles retrô portáteis. O site usa links de afiliado da Amazon, o que não influencia as análises ou recomendações.

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