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R35S vs R36S: Qual Handheld Barato Comprar?

23 de junho de 20268 min de leitura
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Você decidiu entrar no hobby da emulação gastando pouco e caiu nos dois nomes que dominam a faixa mais barata: R35S e R36S. Eles aparecem juntos em todo lugar, custam quase a mesma coisa, têm specs muito parecidas e geram exatamente a mesma dúvida. Qual dos dois irmãos baratos comprar?

A boa notícia é que dificilmente você vai errar feio, porque os dois são quase o mesmo aparelho. A notícia melhor ainda é que existe um critério simples que resolve a escolha quase sempre — e não é o que muita gente pensa. Vou colocar os dois lado a lado e te dar o veredito sem enrolação.

Praticamente o mesmo aparelho

Antes de qualquer diferença, é fundamental entender o quanto esses dois são parecidos, porque isso muda o jeito de decidir. R35S e R36S são, na essência, variantes do mesmo projeto: handhelds de entrada baratíssimos, verticais no estilo Game Boy, com sistema Linux e chip de baixo custo, feitos pra fazer retrô sem pesar no bolso.

Os dois compartilham basicamente tudo:

  • Formato vertical estilo Game Boy: tela em cima, botões embaixo, corpo compacto na largura.
  • Tela IPS de 3,5 polegadas em 640x480, agradável pra faixa de preço.
  • Chip Rockchip de entrada (RK3326), com o mesmo teto de desempenho.
  • Sistema Linux de fábrica, com suporte aos custom firmwares da comunidade, como ArkOS e muOS.
  • Jogos em cartão microSD, organizados em pastas por sistema.

Nota

Existe muita confusão na internet dizendo que um é vertical e o outro é horizontal. Não é verdade: os dois são verticais, no estilo Game Boy. O R36S não tem versão horizontal de fábrica — o handheld horizontal dessa família é outro aparelho, o R36H. Entre R35S e R36S, o formato é o mesmo.

Ou seja: não dá pra escolher pelo formato (igual), nem pela potência (igual), nem pela tela (igual). A diferença real está em outro lugar.

A diferença que importa: comunidade, suporte e preço

Aqui está o que de fato separa os dois, e não tem a ver com o aparelho em si, e sim com o que existe ao redor dele.

O R36S é o queridinho consagrado da emulação barata. É de longe o mais vendido e mais comentado da dupla, e isso cria uma vantagem enorme: comunidade gigante, custom firmware bem documentado, tutoriais pra tudo e um histórico conhecido de quais lotes são bons. Quando algo dá errado, é quase certo que alguém já passou pelo mesmo e documentou a solução.

O R35S é o irmão mais obscuro. Roda a mesma coisa, mas tem menos comunidade, menos guias e menos suporte. Em troca, costuma sair um pouco mais barato. É a escolha de quem quer espremer o último real do orçamento e não se importa de ter menos ajuda quando precisar instalar firmware ou resolver um problema.

Dica

Numa faixa de preço onde os dois aparelhos são quase idênticos, o ecossistema vale mais que a ficha técnica. O R36S ganha justamente por ser o popular: você acha tutorial, firmware testado e gente pra ajudar com facilidade. O R35S economiza alguns reais, mas você fica mais por conta própria.

O que os dois rodam

Como o hardware é equivalente, o que vale para um vale para o outro. O teto realista dessa dupla é bem definido:

  • 8 e 16 bits: NES, SNES, Mega Drive, Master System, PC Engine. Tudo liso e perfeito.
  • Portáteis: Game Boy, Game Boy Color, Game Boy Advance. Sem problemas.
  • PS1: roda muito bem na maioria dos títulos. É a fronteira confortável dos dois aparelhos.
  • Arcade e Neo Geo: rodam bem dentro do que o chip aguenta, via MAME e FBNeo.

Subindo a régua, o cenário aperta para os dois igualmente. Nintendo 64 roda apenas alguns títulos leves, com desempenho irregular, então é loteria. PSP e Dreamcast não são jogáveis de forma confiável em nenhum dos dois. Se a sua ambição inclui esses sistemas, nenhum dos irmãos serve, e você precisa olhar para um handheld Android.

Em outras palavras: os dois são porta de entrada excelente para a biblioteca do 8 bits ao PS1, e nada além disso. Se essa fronteira atende o que você joga, qualquer um dos dois cumpre o papel.

Sistema e custom firmware

Os dois saem de fábrica com um Linux básico e funcional, mas a verdadeira experiência aparece quando você instala um custom firmware. ArkOS, muOS e similares deixam a interface mais bonita, organizam melhor as ROMs, melhoram a compatibilidade e adicionam recursos. É quase um ritual de passagem nessa categoria.

E é exatamente aqui que a popularidade do R36S pesa a favor dele. Por ser o mais vendido, ele tem imagens de firmware mais testadas, mais tutoriais e mais relatos sobre cada variação de lote. No R35S, o processo é o mesmo, mas você acha menos material pronto e às vezes precisa garimpar a versão certa pra sua unidade. Se você nunca mexeu com isso, nosso guia de custom firmware para handheld ajuda, e o passo a passo de como colocar jogos no R36S vale para a família toda, R35S incluído.

Nota

Aparelhos baratos assim têm variação de hardware entre lotes, valendo para os dois. A diferença é que, no R36S, a comunidade já mapeou boa parte dessas variações; no R35S, você fica mais na sua. Comprar de anúncio bem avaliado, com comentários recentes, reduz o risco em qualquer um dos dois.

Tela, bateria e acabamento

A tela é praticamente idêntica: IPS de 3,5 polegadas em 640x480 nos dois. A bateria também fica na mesma faixa, dando boas horas de jogo casual entre cargas, com recarga via USB. Nenhum dos dois é campeão de autonomia, mas atendem bem para um uso de entrada. Como o consumo é parecido, esse também não é um critério que separe um do outro.

O acabamento segue a regra da categoria: plásticos e botões correspondentes ao preço baratíssimo. Não espere o clique refinado de um Anbernic caro em nenhum dos dois. Para o que custam, ambos cumprem bem, mas a expectativa precisa estar calibrada para a faixa de entrada. Aqui, de novo, a vantagem indireta do R36S é ter mais gente relatando quais lotes vêm com tela e botões melhores.

Os dois aparelhos

Veredito: qual comprar?

Compre o R36S se você quer a opção mais segura e sem dor de cabeça. Ele roda exatamente o mesmo que o R35S, mas vem com a comunidade mais forte, o firmware mais testado e o suporte mais fácil de achar. Por custar quase o mesmo e entregar muito mais tranquilidade, é a escolha certa para a grande maioria das pessoas.

Compre o R35S se o seu objetivo é gastar o mínimo absoluto e você não se importa de ter menos suporte da comunidade. Ele costuma sair um pouco mais barato e faz tudo o que o R36S faz. É a escolha de quem quer economizar cada real e está confortável em se virar sozinho na hora de configurar.

O resumo honesto: como os dois aparelhos são quase iguais, você não escolhe por formato nem por potência. Escolhe entre pagar um pouco mais pela tranquilidade do ecossistema (R36S) ou economizar alguns reais abrindo mão de parte do suporte (R35S). Para quase todo mundo, vale o R36S.

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Se você ainda está em dúvida se vale a pena entrar por esse caminho mais barato, nosso artigo sobre se o R36S vale a pena entra em detalhe, e o guia do melhor handheld barato coloca essas opções no contexto de tudo que existe na faixa de entrada.

Perguntas frequentes

O R35S é mais fraco que o R36S?

Não de forma relevante. Os dois usam o mesmo tipo de chip Rockchip e têm desempenho praticamente equivalente, rodando os mesmos sistemas do 8 bits ao PS1. A diferença real entre eles não é potência nem formato (os dois são verticais), e sim o ecossistema: o R36S tem mais comunidade e suporte; o R35S costuma ser um pouco mais barato.

Qual a diferença entre R35S e R36S?

São aparelhos quase idênticos: mesmo formato vertical estilo Game Boy, mesma tela de 3,5 polegadas, mesmo sistema Linux e mesmo teto de desempenho até o PS1. A diferença prática é que o R36S é o mais popular, com comunidade e firmware mais consolidados, enquanto o R35S sai um pouco mais barato com menos suporte ao redor.

Os dois rodam PSP?

Não de forma confiável. Tanto o R35S quanto o R36S têm o PS1 como teto realista de desempenho. PSP e Dreamcast não rodam bem em nenhum dos dois, e o N64 roda só alguns títulos leves de forma irregular. Para PSP, você precisa de um handheld Android mais potente.

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Rafael Tanaka

Editor de consoles retrô e emulação

Rafael Tanaka mexe com emulação e coleciona portáteis desde a era do PSP. No RetroPortátil ele testa cada handheld na mão — Anbernic, Miyoo, Powkiddy, Retroid, R36S — e escreve reviews honestos, comparativos lado a lado e tutoriais de firmware e configuração, sempre com foco em ajudar o gamer brasileiro a escolher o aparelho certo para o seu bolso e para os sistemas que quer emular.

Editor do RetroPortátil, site independente sobre consoles retrô portáteis. O site usa links de afiliado da Amazon, o que não influencia as análises ou recomendações.

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