O Trimui Brick virou o queridinho compacto da comunidade de emulação em 2024 e 2025, e não foi por acaso. Ele pega a base de hardware do irmão maior, o Smart Pro, encolhe tudo num corpo que some no bolso da calça e adiciona um trunfo que pega todo mundo de surpresa: uma tela pequena, mas de uma nitidez absurda pro tamanho. Se você quer o menor portátil possível sem abrir mão de qualidade de imagem, este review vai direto ao ponto.
Por que o Trimui Brick virou febre
A proposta do Brick é simples e sedutora: portabilidade extrema com uma tela que parece de aparelho mais caro. Ele é um mini de bolso de verdade, daqueles que você esquece que está carregando. Mas o que fez ele explodir nos fóruns e vídeos não foi só o tamanho, foi a tela. Falo dela em detalhe logo abaixo, porque é o coração do aparelho.
Some a isso um preço de impulso (entre R$350 e R$550 dependendo da promoção e do vendedor), o hardware competente herdado do Smart Pro e a comunidade ativa de firmwares por trás, e você tem um pacote que entrega muito mais sensação de produto do que o preço sugere. É esse conjunto que transformou o Brick num fenômeno.
A estrela do aparelho: a tela IPS 3,2 polegadas
Aqui mora o grande diferencial. O Trimui Brick tem uma tela IPS de 3,2 polegadas no formato 4:3 com resolução de 1024x768. Esse número parece técnico demais, então vou traduzir o que ele significa na prática.
Numa tela pequena de 3,2 polegadas, concentrar 1024x768 pixels resulta numa densidade de pixels altíssima. Isso quer dizer que a imagem fica extremamente nítida, sem aquele aspecto serrilhado ou "quadradão" que telas pequenas de baixa resolução costumam ter. Os jogos clássicos, com seus pixels caprichados, aparecem com uma definição que impressiona pra esse tamanho de tela. É comum donos do Brick dizerem que é a tela mais bonita que já viram num portátil tão pequeno.
A proporção 4:3 também é uma escolha certeira: a maioria dos consoles clássicos (NES, SNES, Mega Drive, PS1) era exibida em 4:3, então os jogos preenchem a tela sem esticamento nem bordas pretas exageradas. Pra emulação retrô, é o formato ideal, e o Brick acerta em cheio.
Dica
A combinação de tela pequena com resolução alta é o que faz o Brick brilhar tanto. Em vez de espalhar poucos pixels numa tela maior, ele concentra muitos pixels num espaço pequeno, e o resultado é uma nitidez que faz os sprites dos jogos clássicos parecerem desenhados com régua. Se você liga pra qualidade de imagem mas quer um aparelho minúsculo, é difícil bater o Brick nesse quesito.
O chip por dentro: Allwinner A133P
Por baixo da carcaça compacta mora o Allwinner A133P, o mesmo SoC ARM rodando Linux que equipa o Trimui Smart Pro. Isso é importante: significa que o desempenho de emulação dos dois é praticamente idêntico. O Brick não é uma versão capada do Smart Pro em potência; ele apenas troca o formato grande pela portabilidade extrema, mantendo o mesmo motor.
O A133P é competente pra emulação clássica, mas tem teto bem definido, e entender isso é a chave pra você não se frustrar. Ele dá conta de tudo até PS1 com folga, mas não foi feito pra sistemas modernos. Linux aqui significa um sistema enxuto, que liga rápido e foi feito pra rodar emulador, não pra navegar na internet ou abrir apps.
O que o Trimui Brick realmente roda
Essa é a parte onde a maioria das dúvidas mora, então vou ser bem claro com você.
Roda com folga
- Game Boy, GBC e GBA: impecável. A tela nítida 4:3 faz desses jogos um prazer de ver.
- 8 e 16 bits (NES, SNES, Mega Drive, Master System): perfeito, sem esforço nenhum.
- PlayStation 1: roda com folga. Pra muita gente, esse é o destino final do aparelho, uma biblioteca enorme de PS1 rodando lisinho no bolso.
- Arcade clássico (CPS1/CPS2, Neo Geo, MAME mais leve): vai bem.
Roda, mas com ressalvas
- Nintendo 64, Dreamcast e PSP: rodam só os títulos leves, e ainda assim com ajustes. Não conte com a biblioteca inteira desses sistemas funcionando bem. Jogos mais exigentes vão engasgar.
NÃO roda
- PlayStation 2: esquece. O A133P não tem fôlego pra PS2, ponto final. Se emular PS2 é o seu objetivo, esse não é o aparelho, você vai precisar de algo Android bem mais parrudo, como mostramos no nosso guia do melhor portátil pra emular PS2.
Nota
Como o Brick usa o mesmo chip A133P do Smart Pro, a lista do que roda e do que não roda é idêntica entre os dois. Quem domina um, domina o outro em termos de compatibilidade. A diferença real entre eles está no formato e na tela, não na potência.
Firmwares da comunidade: CrossMix e MinUI
O sistema que vem de fábrica funciona, mas a alma do Brick (assim como a do Smart Pro) está nos firmwares da comunidade. Os dois nomes que você vai ouvir sempre são o CrossMix e o MinUI.
O CrossMix é o pacote completo: interface bonita, boxart dos jogos, temas, RetroAchievements, scraper e tudo organizado. É o queridinho de quem quer o aparelho recheado e visualmente caprichado, aproveitando bem aquela tela nítida.
O MinUI vai na direção oposta: minimalismo radical. Liga, mostra a lista de jogos, você joga. Sem firula, sem menu confuso, foco total em pegar e jogar. Ótimo pra quem detesta perder tempo configurando e só quer a portabilidade no estado mais puro.
Instalar qualquer um dos dois é questão de gravar no cartão SD e ligar. Se você nunca mexeu com isso, vale ler o nosso panorama sobre custom firmwares de handheld antes de começar, que desmistifica o processo todo. E vale lembrar: o cartão SD é parte essencial da experiência, porque é nele que vivem o firmware, os jogos e os saves. Um cartão lento ou de procedência duvidosa transforma um bom aparelho num pesadelo de travamentos, então invista num cartão decente de marca confiável desde o começo.
Trimui Brick vs Trimui Smart Pro: qual é o seu
A Trimui lançou os dois com a mesma base de hardware (o A133P), mudando essencialmente o formato e a tela. A escolha entre eles é sobre o que você valoriza, não sobre potência, já que rodam exatamente a mesma coisa.
O Trimui Brick é o mini de bolso: tela de 3,2 polegadas 4:3 extremamente nítida (1024x768), num corpo que some no bolso da calça. Troca a imersão da tela grande pela portabilidade extrema e por aquela densidade de pixels impressionante. É a escolha de quem quer o menor aparelho possível com qualidade de imagem.
O Trimui Smart Pro tem a tela grande de 4,96 polegadas no formato 16:9, áudio estéreo superior e analógicos. É a melhor experiência de imagem grande e som da dupla, ideal pra sofá, viagem e quem quer ver bem o que está jogando. Pra conhecer ele a fundo, vale ler o nosso review do Trimui Smart Pro.
Resumindo: quer o menor portátil possível com tela nítida pra carregar pra todo lado? Brick. Quer tela grande, som estéreo e analógicos? Smart Pro. Os dois rodam idêntico até PS1. Se você está comparando o Brick com outros mini de bolso, o duelo direto é o Trimui Brick vs Miyoo Mini Plus, e o nosso confronto R36S vs Trimui Smart Pro também ajuda a entender onde a família Trimui se posiciona.
Bateria, conforto e uso no dia a dia
Por ser um aparelho compacto, a bateria do Brick é proporcionalmente menor, mas dá conta de boas sessões de retrô clássico antes de precisar recarregar. O carregamento é por USB-C, então o mesmo cabo do celular resolve. Quem força nos sistemas mais pesados (aqueles N64 e PSP leves) vê a bateria cair mais rápido, o que é esperado.
No conforto, o corpo pequeno é uma faca de dois gumes. Pra quem tem mãos menores ou prefere um aparelho discreto, ele é perfeito e gostoso de segurar. Pra quem tem mãos grandes, pode parecer apertado em sessões muito longas, então vale considerar isso. Os botões têm um clique satisfatório e o D-pad é preciso, importante demais pra plataforma e luta. É um aparelho pensado pra ser pego rápido e jogado em qualquer lugar.
Prós e contras
Prós:
- Tela 3,2 polegadas 4:3 de nitidez excepcional (1024x768)
- Portabilidade extrema, some no bolso
- Mesmo desempenho do Smart Pro (roda PS1 com folga)
- Firmwares da comunidade ótimos (CrossMix, MinUI)
- Preço de impulso
Contras:
- NÃO roda PS2
- N64, Dreamcast e PSP só em jogos leves
- Corpo pequeno pode apertar mãos grandes
- Sistema de fábrica modesto (firmware da comunidade quase obrigatório pra brilhar)
Veredito: vale a pena?
Vale, e muito, se portabilidade com qualidade de imagem é o que você procura. O Trimui Brick é provavelmente o mini de bolso com a tela mais nítida que você encontra nessa faixa de preço hoje. Pra quem quer reviver Game Boy, GBA, SNES, Mega Drive e uma biblioteca gigante de PS1 num aparelho que cabe em qualquer bolso e ainda entrega imagem cristalina, é difícil bater o custo-benefício.
Ele não é um caça-tudo. Não enfrenta PS2, tropeça nos pesados de N64/Dreamcast/PSP e o tamanho pequeno não agrada a todo mundo. Mas dentro do escopo dele (retrô clássico até PS1, no menor pacote possível), entrega uma experiência que encanta. Pra um primeiro portátil compacto ou pra ter um aparelho de bolso pra carregar sempre junto, é uma escolha que raramente decepciona.
Trimui Brick
R$ 350–550Mini portátil de bolso com tela 3.2" nítida 4:3 — o queridinho compacto de 2024/2025
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Se você ainda está pesando portabilidade contra tela grande, o review do Trimui Smart Pro mostra o outro lado da família. E pra ver onde o Brick se encaixa entre todos os mini de bolso do mercado, o nosso guia do melhor handheld de bolso coloca os principais lado a lado.
Perguntas frequentes
O Trimui Brick roda PS2 ou PSP?
PS2 não roda: o chip Allwinner A133P não tem fôlego pra PlayStation 2. PSP roda só os títulos leves, e ainda com ajustes de configuração. Não compre o Brick esperando uma biblioteca completa de PSP ou qualquer coisa de PS2. Ele brilha mesmo é no retrô clássico até PS1.
Qual a diferença pro Trimui Smart Pro?
A diferença está no formato e na tela, não na potência. Os dois usam o mesmo chip A133P e rodam exatamente a mesma coisa. O Brick é o mini de bolso com tela pequena de 3,2 polegadas 4:3 muito nítida; o Smart Pro tem tela grande de 4,96 polegadas 16:9, som estéreo superior e analógicos. Escolha pelo formato que você prefere carregar.
A tela 4:3 do Brick é boa?
É excelente, e é o principal atrativo do aparelho. Com resolução 1024x768 numa tela de só 3,2 polegadas, a densidade de pixels é altíssima e a imagem fica extremamente nítida. A proporção 4:3 ainda casa perfeitamente com os consoles clássicos, que eram exibidos nesse formato. Pra emulação retrô, é difícil achar tela melhor nesse tamanho.
Preciso instalar firmware da comunidade pra usar o Brick?
Não é obrigatório: o aparelho já liga e joga com o sistema de fábrica. Mas a experiência fica muito melhor com CrossMix (completo e bonito) ou MinUI (minimalista). Instalar é só gravar no cartão SD, e a maioria dos donos faz isso logo de cara pra aproveitar melhor aquela tela nítida.

