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Comparativos

Trimui Brick vs Miyoo Mini Plus: Qual Mini Comprar?

23 de junho de 20268 min de leitura
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Mini handheld de bolso é uma categoria onde a comunidade é fanática e os detalhes pequenos viram religião. Estamos falando de aparelhos que cabem na palma da mão, escondem na bolsa sem ocupar espaço e ainda assim entregam emulação séria de 8/16-bit até PS1. Por anos o rei absoluto foi o Miyoo Mini Plus. Aí chegou o Trimui Brick e dividiu opiniões.

Os dois são "minis premium": caprichados, com telas nítidas e softwares dedicados. Mas seguem caminhos diferentes — o Miyoo aposta no Onion OS consagrado e numa comunidade enorme, enquanto o Brick aposta numa tela mais densa e firmwares novos e ativos. Se você quer o melhor handheld de bolso e está em dúvida entre os dois, este comparativo resolve.

Specs lado a lado

Os dois são compactos de verdade, rodam custom OS e têm Wi-Fi. A diferença está na tela e no ecossistema de software.

Trimui Brick

  • Tela IPS 3.2" nítida (1024x768, 4:3)
  • Formato ultra compacto de bolso
  • Chip Allwinner A133P
  • Firmwares da comunidade (CrossMix/MinUI)
  • Wi-Fi integrado
  • Ótimo para 8/16-bit, GBA e PS1

Miyoo Mini Plus

  • Tela IPS 3.5" (640x480, 4:3)
  • Formato ultra compacto de bolso
  • Onion OS (custom firmware polido)
  • Wi-Fi para netplay e scraping
  • Excelente para 8/16-bit e PS1
  • Jogos em cartão microSD

O Miyoo tem a tela ligeiramente maior (3.5" contra 3.2"), mas o Brick tem resolução muito mais alta (1024x768 contra 640x480). Essa é a primeira grande decisão: tela maior ou tela mais densa.

O contexto: a guerra dos minis

Por anos, o Miyoo Mini Plus foi a resposta padrão para "qual mini handheld comprar?". Ele pegou a fórmula do Miyoo Mini original — corpo minúsculo, tela boa, custom OS impecável — e adicionou tela maior e Wi-Fi. Virou febre, esgotou em loja atrás de loja, e o Onion OS se tornou referência de polimento. Quem queria um portátil de bolso para 8/16-bit e PS1 simplesmente comprava um Mini Plus e era feliz.

O Trimui Brick chegou para incomodar esse reinado. Ele veio com uma proposta diferente: em vez de tela maior, uma tela menor porém muito mais nítida, num corpo compacto e "blocado", com chip da mesma família do respeitado Trimui Smart Pro e uma cena de firmwares fervilhando. De repente, a pergunta "qual mini comprar?" deixou de ter resposta automática. Os dois são excelentes, e a escolha passou a ser sobre prioridades pessoais — exatamente o que vamos destrinchar aqui.

Tela: maior ou mais nítida?

Esse é o coração da comparação. O Miyoo Mini Plus tem painel de 3.5" em 640x480 — um ótimo painel, que serviu de referência por anos. É grande o suficiente pra enxergar bem e tem cores agradáveis.

O Trimui Brick aposta numa tela menor (3.2") mas com resolução bem mais alta (1024x768). O resultado é uma imagem com densidade de pixels notável: os sprites ficam extremamente nítidos, e o painel "quadradão" 4:3 enche os olhos especialmente em sistemas como SNES, GBA e PS1. Para quem dá valor a shaders de CRT, a tela densa do Brick aproveita melhor o efeito.

Na prática: se você prioriza área visível e leitura fácil, o Miyoo ganha pela polegada extra. Se prioriza nitidez e qualidade de imagem por pixel, o Brick ganha pela densidade. Os dois são excelentes — é questão de gosto.

Nota

A diferença de tamanho entre 3.2" e 3.5" é menor do que parece no papel. Os dois são minis genuínos que cabem no bolso. Nenhum vai te incomodar por ser "grande demais".

Sistema e ecossistema

Aqui está a diferença mais filosófica entre eles, e talvez a que mais pesa na decisão.

O Miyoo Mini Plus roda o Onion OS, um dos custom firmwares mais polidos e completos que existem no mundo retrô. Onion é praticamente sinônimo de "experiência redonda": temas lindos, organização impecável, RetroAchievements, scraping de capas, save states bem implementados e uma comunidade gigantesca por trás. Se você quer ligar e ter tudo funcionando sem dor de cabeça, o Onion é um dos pontos mais fortes de qualquer mini handheld.

O Trimui Brick vive de firmwares da comunidade como CrossMix e MinUI. O CrossMix é cheio de recursos e bonito, lembrando o espírito do Onion; o MinUI é minimalista e focado só em jogar. A cena do Brick é nova mas muito ativa, com atualizações frequentes. A flexibilidade de escolher entre um firmware completo ou um enxuto é um charme — mas exige um pouco mais de pesquisa e configuração do que o caminho já trilhado do Onion.

Dica

Se você é novo no hobby e quer o mínimo de fricção, o Onion OS do Miyoo é a escolha mais segura — é o firmware mais documentado e "à prova de iniciante" do mercado. Se você gosta de testar firmwares e personalizar, o Brick e seu CrossMix/MinUI são um prato cheio.

Ergonomia e áudio

Os dois são confortáveis para o tamanho, com botões responsivos. O Brick tem um corpo levemente mais "blocado" (daí o nome), com pegada que muita gente acha agradável, e seu áudio costuma ser elogiado para a categoria. O Miyoo tem formato arredondado já consagrado, leve e discreto no bolso.

Nenhum dos dois tem analógicos — são aparelhos focados em direcional digital, o que é perfeito para 8/16-bit, GBA, arcade e a maior parte do PS1 2D. Jogos de PS1 que pedem stick (alguns 3D) funcionam com mapeamento no direcional, mas não é a experiência ideal — vale lembrar que esse não é o foco de nenhum mini de bolso.

A ausência de analógicos é, na verdade, parte do charme. Esses minis foram pensados para a era dos jogos de plataforma, RPGs de turno, beat 'em ups e shmups — gêneros que vivem do direcional digital. Um d-pad bom e botões responsivos importam muito mais aqui do que sticks, e os dois aparelhos acertam nesse quesito. Se você quer jogar majoritariamente 3D, nenhum mini é a escolha certa, e você deveria olhar para algo como o RG35XX H, que tem formato horizontal e analógicos.

Nota

Portabilidade extrema é o trunfo desses dois. Cabem no bolso da calça, na pochete, no compartimento da mochila. São aparelhos para jogar no ônibus, na fila do banco, no sofá antes de dormir. Se você quer um handheld para deixar em casa e jogar na tela grande, está olhando para a categoria errada — minis brilham justamente por irem com você a qualquer lugar.

O que cada um roda

Em capacidade de emulação, os dois são praticamente gêmeos no que importa:

  • NES, SNES, Mega Drive, Master System, Game Boy/GBC, GBA: rodam liso e perfeitos nos dois.
  • Arcade (CPS, Neo Geo, FBNeo): ótimo desempenho em ambos para a maioria dos jogos.
  • PS1: os dois rodam PlayStation 1, com os jogos 2D e a maior parte dos 3D leves indo bem.
  • Acima de PS1: não é o terreno de nenhum dos dois. Para PSP, Dreamcast ou Android, você precisa de outra categoria de aparelho — veja nosso melhor handheld Android para emulação.

Na prática, isso significa que os dois cobrem o que a maioria das pessoas mais joga em retrô: a biblioteca dourada de Super Nintendo, Mega Drive, Game Boy Advance, os clássicos de fliperama e os RPGs e jogos 2D de PlayStation 1. É um catálogo gigantesco que dá anos de diversão, tudo cabendo no bolso.

Wi-Fi, comunidade e o "depois da compra"

Os dois têm Wi-Fi, e isso é mais importante do que parece num mini handheld. Com Wi-Fi você consegue baixar capas de jogos automaticamente (scraping), ativar RetroAchievements para destravar conquistas nos clássicos, e até atualizar firmware pelo próprio aparelho em alguns casos. Tanto o Onion (Miyoo) quanto o CrossMix (Brick) aproveitam bem essa conectividade.

A diferença de comunidade ainda pende para o Miyoo, pela simples vantagem do tempo: há mais anos de tutoriais, packs de temas, listas de jogos compatíveis e soluções para problemas comuns. Quem compra um Mini Plus encontra resposta para quase qualquer dúvida com uma busca rápida. O Brick está construindo esse acervo rapidamente, e a cena é entusiasmada, mas ainda é mais nova. Para quem não quer pesquisar muito, o ecossistema maduro do Miyoo é um conforto real.

Dica

Em qualquer um dos dois, vale aprender alguns atalhos de hotkey logo de cara — salvar e carregar estado, acelerar o jogo (fast forward), abrir o menu rápido. Isso transforma a experiência. Nosso guia de hotkeys e atalhos do RetroArch ajuda a dominar isso em minutos.

Veredito: qual comprar

Compre o Miyoo Mini Plus se:

  • Você quer a experiência de software mais polida e à prova de iniciante (Onion OS)
  • Prefere a tela ligeiramente maior (3.5") para leitura confortável
  • Valoriza a maior comunidade e a maior quantidade de tutoriais do segmento
  • Quer o caminho mais seguro e consagrado em mini handheld

Compre o Trimui Brick se:

  • Você quer a tela mais densa e nítida (1024x768) para a melhor imagem por pixel
  • Gosta de explorar firmwares e personalizar (CrossMix completo ou MinUI minimalista)
  • Curte o formato "blocado" e dá valor ao áudio acima da média
  • Quer o aparelho mais novo, com cena de comunidade em alta

A verdade é que não existe escolha errada aqui — os dois são os melhores minis de bolso do mercado. O Miyoo Mini Plus é a aposta segura: software consagrado, comunidade gigante e tela um tiquinho maior. O Trimui Brick é a aposta moderna: tela mais nítida, firmwares versáteis e um charme de produto novo. Se você quer "comprar e esquecer que tem dúvida", vá de Miyoo. Se você gosta de ter o brinquedo mais afiado e não se importa de configurar, o Brick recompensa.

Miyoo Mini Plus

R$ 400–600

O queridinho de bolso da comunidade — tela 3.5" e Onion OS impecável para 8/16-bit

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Quer entender melhor onde os minis se encaixam no panorama geral? Nosso guia do melhor handheld de bolso compara essas opções com o resto da categoria e ajuda a fechar a decisão.

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Rafael Tanaka

Editor de consoles retrô e emulação

Rafael Tanaka mexe com emulação e coleciona portáteis desde a era do PSP. No RetroPortátil ele testa cada handheld na mão — Anbernic, Miyoo, Powkiddy, Retroid, R36S — e escreve reviews honestos, comparativos lado a lado e tutoriais de firmware e configuração, sempre com foco em ajudar o gamer brasileiro a escolher o aparelho certo para o seu bolso e para os sistemas que quer emular.

Editor do RetroPortátil, site independente sobre consoles retrô portáteis. O site usa links de afiliado da Amazon, o que não influencia as análises ou recomendações.

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